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12/09/2026

Revista Mosaico abre chamada de artigos para dossiê especial em homenagem ao centenário de Michel Foucault

Em celebração aos 100 anos do nascimento do filósofo francês Michel Foucault, a Revista Mosaico anunciou a abertura de submissões para seu próximo dossiê temático. A publicação busca reunir artigos que explorem a fundo a vasta herança teórica do autor, cujas contribuições permanecem centrais para os estudos de poder, conhecimento, história das ideias e teoria social. O prazo final para o envio dos manuscritos é o dia 15 de outubro de 2026.

A proposta editorial acolherá pesquisas fundamentadas no pensamento foucaultiano ou que o tomem como objeto direto de análise, cobrindo pontos de continuidade, ruptura e balanços críticos de sua trajetória. Os trabalhos podem discutir a aplicação de conceitos clássicos como biopoder, arqueologia do saber, genealogia do poder, ética, subjetivação e as dinâmicas de vigilância no contexto contemporâneo.

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Além disso, a chamada abrange investigações sobre os reflexos de sua teoria na política e na metodologia, debates que o situem entre o estruturalismo e o pós-estruturalismo, bem como abordagens voltadas às questões de raça, gênero, colonialidade, identidades e identitarismo. Pesquisadores interessados em submeter suas contribuições devem conferir previamente as diretrizes para autores disponíveis no portal do periódico antes de realizarem o envio dentro do prazo estipulado.

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11/09/2026

Revista Urdimento abre chamada de trabalhos para dossiê sobre reconfigurações cênicas na América Latina

A Urdimento – Revista de Estudos em Artes Cênicas está com chamada aberta para a submissão de trabalhos que comporão o volume 3, número 59 da publicação, previsto para sair em dezembro de 2026. Autores e pesquisadores interessados têm até o dia 20 de setembro de 2026 para enviar suas contribuições por meio da plataforma OJS do periódico. A coordenação do dossiê está a cargo do professor Paulo Marcos Cardoso Maciel, da Universidade Federal de Ouro Preto, em conjunto com uma comissão editorial internacional composta por pesquisadores da Pontificia Universidad Javeriana de Bogotá, California State University, Instituto Nacional de Bellas Artes y Literatura do México e da Universidad de Buenos Aires.

A proposta temática convida a comunidade acadêmica a refletir sobre as reconfigurações pós-pandêmicas nas cenas da arte e da vida na América Latina, abordando o avanço do individualismo, as transformações espaço-temporais e os impactos dos conflitos mundiais recentes na região. Os trabalhos devem problematizar o cruzamento entre necropolítica e poéticas da esperança a partir dos estudos do teatro, buscando preencher lacunas no debate acadêmico e fortalecer a construção de um ethos coletivo situado.

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O escopo de interesse do dossiê abrange discussões plurais que vão desde o teatro telemático e as produções feitas em casa até o teatro público, político e de resistência. Entre os temas sugeridos estão obras sobre migrações, transformações nos modelos de produção, relações do teatro com mobilizações sociais pós-2022, teatralidades festivas, cenas da barbárie, performatividades da vida pública, neocolonialismo, dramaturgias do poder e as dinâmicas de tomada das ruas frente às narrativas hegemônicas.

Além de artigos científicos acadêmicos, a chamada aceitará submissões nos formatos de relatos, debates e textos de dramaturgia. Todos os artigos enviados passarão pelo processo de avaliação pelos pares no sistema duplo-cego, exigindo a aprovação de dois pareceristas ad hoc para a efetivação da publicação. Para participar, os autores devem realizar o cadastro no portal de revistas da UDESC e submeter o texto final até a data limite, seguindo rigorosamente as diretrizes editoriais disponíveis no site da revista.

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Revista Investigações abre chamada para dossiê sobre o Sul Global Literário

A Revista Investigações, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Pernambuco, anunciou a abertura da chamada de artigos para a sua edição especial de 2027, que abordará o tema "Emergências Comparatistas do Sul Global Literário". A organização do número conta com uma coordenação científica e editorial internacional, reunindo os professores Carlos André Cordeiro de Oliveira, Alfredo Adolfo Cordiviola, Danielle Grace de Almeida, Nishat Zaidi e Paul Melo e Castro.

O volume propõe uma investigação comparativa das produções literárias do Sul Global, enxergando-as como interseções estéticas, epistêmicas e geopolíticas diante dos desafios impostos pelo Antropoceno colonial, pela modernidade-colonialidade e pelo capitalismo racial. O dossiê busca acolher trabalhos focados em corpora latino-americanos, caribenhos, africanos, sul-asiáticos e indo-oceânicos que lancem luz sobre cartografias atravessadas pelas marcas da colonização e pela força da esperança escrevivente, dialogando com grandes nomes do pensamento e da literatura mundial, como Aimé Césaire, Clarice Lispector, Chinua Achebe, Ngũgĩ wa Thiong'o e Conceição Evaristo.

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Entre os eixos de interesse aceitos pela publicação destacam-se os estudos sobre as conexões da literatura brasileira com narrativas africanas ou asiáticas, a inserção do Sul Global nos debates de literatura mundial, traduções e circulação comparadas, afrofuturismos, indigenofuturismos, ecocrítica e as representações da memória, do trauma e da ancestralidade. A equipe editorial ressalta que serão aceitos exclusivamente artigos que demonstrem de forma clara o uso do método comparatista voltado à análise de produções do Sul Global.

Os pesquisadores interessados em submeter seus trabalhos devem enviar os textos até o dia 20 de dezembro de 2026. O processo de avaliação será concluído em maio de 2027, e o lançamento da edição especial está previsto para junho do mesmo ano.

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Por que as palavras hífen, hifens e hífenes são acentuadas de formas diferentes?

Uma das dúvidas que mais costuma inquietar estudantes em relação à dinâmica da acentuação gráfica, sobretudo para concursos, ocorre com a palavra "hífen" e suas duas formas aceitas de pluralização: "hifens" e "hífenes". Entender o porquê de o vocábulo no singular e uma de suas formas no plural receberem o acento agudo, enquanto a outra forma no plural não o recebe, pode ser um diferencial importante. 

Vamos prestar atenção à tonicidade das palavras e à terminação de cada uma delas. Primeiramente, observe o vocábulo "hífen". Do ponto de vista da tonicidade, trata-se de uma palavra paroxítona, pois a sua sílaba tónica é a penúltima. A regra geral da ortografia portuguesa estabelece que as palavras paroxítonas terminadas na letra "n" devem ser obrigatoriamente acentuadas graficamente. Por essa razão, a palavra "hífen" carrega o acento agudo na vogal "i". Outros termos da nossa língua que seguem essa exata mesma diretriz são "pólen", "próton", "nêutron" e "elétron". Trata-se de uma norma bem consolidada e sem exceções no que tange às palavras paroxítonas com essa terminação específica no singular.

A divergência e o consequente sobressalto gramatical surgem no momento de flexionar esse termo para o plural. A Língua Portuguesa admite dois plurais para a palavra "hífen", sendo a forma "hifens" a mais frequente no uso cotidiano e a forma "hífenes" uma alternativa igualmente correta. No entanto, o comportamento do acento gráfico altera-se significativamente em cada uma dessas opções.

Ao analisarmos a forma "hifens", percebemos que ela continua sendo uma palavra paroxítona, uma vez que a penúltima sílaba permanece como a mais forte na pronúncia. Todavia, a sua terminação mudou para "ens". A regra ortográfica das paroxítonas dita que não se acentuam as palavras paroxítonas terminadas em "ens". Essa é a mesma razão pela qual palavras como "jovens", "imagem", "imagens", "ordem" e "ordens" não recebem acento gráfico. Existe uma razão estrutural para essa limitação: o sistema de acentuação do português reserva os acentos nas terminações em "em" e "ens" para as palavras oxítonas, como ocorre em "também", "parabéns" e "armazéns". Portanto, para evitar um conflito no sistema ortográfico, quando a palavra "hífen" ganha a terminação "ens" no plural, tornando-se "hifens", ela perde o acento agudo, permanecendo paroxítona apenas no plano da fala, mas átona no plano da escrita.

Por outro lado, quando optamos pela segunda forma de plural, "hífenes", a estrutura silábica da palavra passa por uma transformação ainda mais profunda. Ao acrescentar o sufixo de plural "es", a palavra ganha uma nova sílaba, deixando de ser uma paroxítona e transformando-se em uma palavra proparoxítona, cuja sílaba tónica passa a ser a antepenúltima. No sistema ortográfico da Língua Portuguesa, a regra aplicada às proparoxítonas é absoluta e sem exceções: todas as palavras proparoxítonas devem ser graficamente acentuadas. Sendo assim, o vocábulo "hífenes" mantém o acento agudo na vogal "i", exatamente por ter se tornado uma palavra proparoxítona.

Ou seja, o termo no singular "hífen" recebe acento por ser uma paroxítona terminada em "n". A forma plural "hifens" perde o acento por se enquadrar na regra das paroxítonas terminadas em "ens", que não são acentuadas. Já a variante plural "hífenes" mantém a acentuação gráfica porque a inclusão de uma nova sílaba a deslocou para a categoria das proparoxítonas, classe em que todos os vocábulos são compulsoriamente acentuados.

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Revista Revue Romane abre chamada de artigos para dossiê sobre as figurações do mal na literatura contemporânea

A prestigiada Revista Revue Romane anunciou a abertura da chamada de artigos para o seu próximo dossiê temático, intitulado "Escrever o Mal nas Literaturas Românicas: Ética, Política e Contemporaneidade". O projeto é organizado pelos pesquisadores Cândido Oliveira Martins, da Universidade Católica Portuguesa, e Carlos Nogueira, associado à Cátedra José Saramago, à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e à Universidade da Beira Interior.

A proposta surge do diagnóstico de que a criação literária contemporânea, ao confrontar a humanidade com guerras, genocídios, regimes totalitários e novos mecanismos de controlo social, abandona maniqueísmos simplistas para mergulhar o leitor em complexas ambiguidades morais e cenários-limite. O objetivo principal do volume é reunir investigações originais que abordem o mal sob um prisma interdisciplinar, cruzando a análise textual com a filosofia, a ética, a política e a cultura. Embora o foco recaia no horizonte da contemporaneidade, a chamada adota uma perspectiva flexível que permite analisar produções dos séculos XX e XXI ou até de períodos anteriores, desde que dialoguem com as questões prementes do presente.

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O leque de pesquisas acolhidas abrange temas cruciais, como a banalização e a normalização da violência, as marcas do colonialismo e do totalitarismo, as perspectivas sobre violência de género, os dilemas éticos na representação do sofrimento e os conceitos de culpa e responsabilidade. Estudo comparativos entre autores fundamentais, a exemplo do diálogo entre Albert Camus e José Saramago ou entre Primo Levi e Jorge Semprún, também encontram espaço privilegiado na proposta.

Os trabalhos submetidos devem ser inéditos e passarão pelo rigoroso processo de avaliação por pares. Os investigadores interessados poderão enviar as suas contribuições em diversas línguas românicas ou em inglês, diretamente pela plataforma Editorial Manager da publicação, durante o período de submissão que se estende de 1 de fevereiro a 15 de abril de 2027. O lançamento do dossiê impresso e digital está programado para o início de 2028.

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O que é e qual a função do Hífen na Língua Portuguesa?

Historicamente, o hífen (-) surgiu da necessidade de organizar o fluxo gráfico da escrita, garantindo legibilidade e unidade a termos que, embora formados por radicais autônomos, passam a designar uma realidade única. No âmbito dos substantivos e adjetivos compostos, por exemplo, a sua presença indica que os componentes perdem, em maior ou menor grau, a sua autonomia fonológica e semântica originária para engendrar uma nova acepção. É o caso de termos botânicos, zoológicos e expressões cristalizadas pelo uso cotidiano e institucional, onde a ausência do traço poderia comprometer a imediata identificação do sentido pretendido pelo emissor. Ademais, a gramática normativa estabelece critérios precisos para o seu emprego nas construções em que há o encontro de vogais idênticas ou consoantes específicas, assegurando a correta tonicidade e a fluidez na hora da elocução oral.

Outro campo de atuação primordial do hífen é a dinâmica dos prefixos e elementos de composição, cenário que historicamente gerava as maiores dúvidas entre redatores, estudantes e profissionais da escrita. As regras atuais determinam que o traço se faz obrigatório quando o prefixo termina com a mesma vogal com que se inicia o segundo termo, ou quando este começa com a letra H. Por outro lado, a supressão do sinal ocorre quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento inicia-se por consoantes distintas, com exceção de "r" e "s", as quais exigem a duplicação dessas letras para a manutenção do som adequado. Essa engenharia ortográfica visa simplificar e uniformizar o sistema, embora a profusão de exceções consagradas pela tradição lexicográfica ainda exija constante consulta aos compêndios normativos.

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Além da vertente estritamente ortográfica, o hífen cumpre uma função sintática e estilística importante na desambiguação textual. Em diversos contextos, a sua inclusão ou exclusão altera radicalmente o significado de uma oração, distinguindo ações literais de metáforas ou conceitos técnicos consolidados. 

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