A Revista dObra[s] anunciou a chamada de trabalhos para a sua 51ª edição, que abordará a terminologia e o patrimônio do vestuário no mundo lusófono. O número temático conta com a organização das pesquisadoras Susana Duarte Martins, Maria Cristina Volpi e Carla Alferes Pinto. Os autores interessados em submeter artigos têm até o dia 31 de março de 2027 para realizar o envio, com a publicação da edição prevista para dezembro de 2027.

O dossiê busca explorar o estudo da terminologia e da cultura do vestuário, compreendendo as peças e a moda como expressões da ordem social e reflexos de transformações culturais e políticas. A proposta pretende preencher uma lacuna na bibliografia de referência em língua portuguesa, que historicamente depende de traduções e enfrenta a escassez de fontes textuais e visuais. Embora avanços recentes venham ocorrendo, como a versão portuguesa do Vocabulário de Termos Básicos para Catalogação do Traje do ICOM e debates internacionais promovidos na área, o campo ainda necessita de discussões que aprofundem as especificidades linguísticas e históricas da moda em português.

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A publicação convida à reflexão sobre temas centrais como a construção do léxico e da cultura por meio da literatura e das artes, a gestão e estabilização de terminologias para catalogação em acervos museológicos e as contribuições dos glossários especializados para a indústria da moda, o ensino de línguas e a formação profissional. O dossiê também dará destaque ao papel das imagens na elaboração de definições, aos neologismos, empréstimos linguísticos e metodologias de validação de termos, promovendo uma ponte entre a pesquisa acadêmica e a atuação de especialistas, tradutores e da própria indústria.

A Revista dObra[s], a publicação científica mais longeva do país dedicada aos estudos sobre o corpo vestido, a indumentária e o fenômeno das aparências, acaba de anunciar a chamada de artigos para a sua quinquagésima edição. O número comemorativo celebrará também os vinte anos de trajetória do periódico em 2027, consolidando a moda como um campo legítimo de investigação científica na grande área das Humanidades.

Organizado por Valéria Faria dos Santos Tessari, Henrique Grimaldi Figueredo e Felipe Goebel, o dossiê busca mapear a excelência das pesquisas brasileiras e registrar os trabalhos de maior relevância desenvolvidos no setor. O foco da publicação abrange análises fundamentadas nas Ciências Humanas e Sociais, englobando a interface da moda com a História, Sociologia, Comunicação, sustentabilidade, etnias, gênero, meio digital e produção dos corpos.

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A iniciativa aceita contribuições sob a forma de resgates históricos, balanços críticos do conhecimento acadêmico na área e revisões atualizadas de estudos de referência já veiculados na revista. Por se tratar de um volume histórico voltado para homenagear e consolidar a memória desse campo acadêmico, a chamada é direcionada exclusivamente a pesquisadores e pesquisadoras com doutorado e atuação reconhecida de no mínimo dez anos.

A submissão de manuscritos fica aberta até o dia 30 de setembro de 2026, e a edição especial tem publicação prevista para o mês de agosto de 2027. Com o lançamento do Dossiê 50, a dObra[s] reafirma o papel fundamental das instituições e dos cientistas brasileiros no desenvolvimento conceitual, teórico e metodológico dos estudos sobre indumentária e sociedade.

“Acontece que nós não podemos usar o amor de alguém como se ele fosse apenas um remédio para os nossos corações partidos. Amor usado sem reciprocidade não tem efeito, e quanto tem, fica sabendo, o prazo de validade é curto.” 

Do livro Saudade é o vazio mais cheio de alguém, de Frederico Lima

A Revista Sísifo convida pesquisadores e acadêmicos a submeterem seus trabalhos para o novo dossiê temático intitulado A Tradução como Problema Filosófico, organizado por Carla Oliveira, Laurênio Sombra, Lucas Nascimento Machado e Marloren Miranda Lopes. A proposta busca ir além do aspecto puramente prático ou técnico da tradução na formação acadêmica, investigando o ato de traduzir como uma questão intrinsecamente filosófica e metafilosófica. O dossiê estimula debates sobre os limites da fidelidade textual, a inseparabilidade entre língua e pensamento, as fronteiras entre tradução e interpretação, e a própria hipótese de a filosofia constituir uma forma de tradução do espanto diante do mundo.

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Serão aceitos artigos acadêmicos que discutam filosoficamente a natureza da tradução, análises focadas na tradução de termos específicos ou passagens de obras filosóficas, além de traduções inéditas de textos da área, prioritariamente acompanhadas por reflexões introdutórias sobre o processo tradutório. Para materiais que não estejam em domínio público, a política editorial exige a apresentação da devida autorização do detentor dos direitos autorais. Trabalhos que dialoguem com a temática geral também são bem-vindos. Os interessados devem enviar suas contribuições até o dia 1º de janeiro de 2027. Esclarecimentos adicionais podem ser solicitados diretamente com a equipe editorial pelo e-mail revistasisifofilosofia@gmail.com.

Proveio do árabe samt (que significa "caminho" ou "direção"), presente na expressão samt ar-ra's ("caminho/direção sobre a cabeça"). Ao ser traduzida para o latim medieval por astrônomos europeus, ocorreu um erro de transcrição da escrita árabe: a palavra samt foi incorretamente lida ou copiada como senit ou zenit. Essa forma corrupta deu origem ao latim medieval zenith, que posteriormente se difundiu pelas línguas românicas e modernas até aportar no português sob as formas zênite (predominante) ou zenite.

Separação silábica e classificação

  • Separação silábica: zê-ni-te

  • Número de sílabas: 3 (trissílaba)

  • Tonicidade: proparoxítona (a antepenúltima sílaba "zê" é a sílaba tônica, devendo obrigatoriamente receber acento gráfico na grafia zênite)

Classe gramatical e especificações

  • Substantivo masculino.

  • Flexão de número: zênites (plural).

  • Na astronomia, designa o ponto em que a vertical de um lugar corta a esfera celeste acima da cabeça do observador. Em sentido figurado, refere-se ao ápice, auge ou ponto mais alto de algo.

Sinônimos

  • Ápice, auge, topo, píncaro, apogeu, clímax, culminância, culminação.

Utilização em frases

  • Ao meio-dia solar, o Sol atinge o zênite no céu, projetando sombras mínimas sobre a superfície.

  • O jovem cientista alcançou o zênite de sua carreira profissional ao ser laureado com o prestigiado prêmio internacional.

  • A produção literária do autor atingiu seu zênite criativo durante o período em que viveu isolado no campo.

O pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa que tem como função primordial acompanhar ou substituir um substantivo, indicando sua posição em relação às pessoas do discurso ou situando-o no tempo e no espaço.

Quando o pronome assume o lugar de um nome, ele é classificado como pronome substantivo. Um exemplo simples dessa ocorrência se dá quando dizemos que Mariana estudou para o exame e ela obteve a nota máxima. Nesse contexto, a palavra ela substitui o substantivo próprio Mariana, evitando a repetição exaustiva e garantindo a fluidez do enunciado. Por outro lado, quando o pronome aparece ao lado de um substantivo para determinar ou restringir o seu alcance, ele atua como pronome adjetivo. Isso pode ser observado na frase Este livro pertence ao professor, na qual o termo este acompanha o substantivo livro, determinando-o espacialmente como algo próximo do falante.

Os pronomes pessoais são aqueles que indicam diretamente as três pessoas do discurso: a primeira pessoa, que é quem fala; a segunda pessoa, com quem se fala; e a terceira pessoa, de quem se fala. Eles se dividem em pronomes pessoais do caso reto, que exercem prioritariamente a função sintática de sujeito, e pronomes pessoais do caso oblíquo, que funcionam como complementos. Como ilustração do caso reto, temos o enunciado: Nós apresentamos o trabalho com clareza. Já no caso dos oblíquos, percebe-se a atuação em construções como O diretor nos convocou para a reunião, onde o termo nos complementa o sentido do verbo. Associados a esse grupo estão os pronomes de tratamento, empregados no trato formal ou cerimonioso, como na expressão vossa excelência analisará o processo.

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Além dos pessoais, os pronomes possessivos estabelecem uma relação de posse em relação às pessoas gramaticais. Ao declararmos que A nossa dedicação garantiu o êxito do projeto, o vocábulo nossa indica que a dedicação pertence à primeira pessoa do plural. Já os pronomes demonstrativos têm a função de situar o elemento no espaço, no tempo ou no próprio texto. O pronome esta é utilizado para algo próximo de quem fala, como em Esta caneta que seguro é azul. O pronome essa aponta para algo próximo do ouvinte, como em Essa camisa que você veste é bonita. Por fim, aquele refere-se ao que está distante de ambos os interlocutores, como em Aquele prédio no horizonte é histórico.

A língua conta ainda com os pronomes relativos, essenciais para a construção de orações subordinadas complexas, pois tomam o lugar de um termo antecedente e estabelecem a ligação entre duas orações. No trecho Os alunos que estudaram foram aprovados, o vocábulo que substitui os alunos e conecta as ideias. Por sua vez, os pronomes indefinidos referem-se à terceira pessoa do discurso de modo vago, indeterminado ou impreciso, o que é perceptível na sentença Alguém bateu à porta durante a noite. Finalmente, os pronomes interrogativos são empregados na formulação de perguntas diretas ou indiretas sobre o ser, como se nota na indagação: Quem trouxe os documentos para a validação?