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10/09/2026

Quem é Príamo (Πρίαμος) na Mitologia Grega?

Príamo foi o rei de Troia durante a devastadora Guerra de Troia, e cuja sua vida é marcada por episódios de derrocada, ressurgimento, esplendor e, por fim, uma ruína brutal que simboliza o próprio fim da era dos heróis clássicos.

Filho do rei Laomedonte, a história da infância de Príamo já começa marcada pelo trauma e pela intervenção divina. Originalmente batizado como Podarces, o jovem príncipe viu sua cidade natal ser atacada e saqueada por Héracles (Hércules). Esse primeiro saque de Troia ocorreu porque Laomedonte, famoso por sua deslealdade, recusou-se a entregar a recompensa prometida a Héracles após o herói ter libertado a cidade de um monstro marinho enviado por Posídon. Na expedição punitiva de Héracles, Laomedonte e quase todos os seus filhos foram mortos. Podarces foi capturado e reduzido à condição de escravo. Sua vida foi salva por sua irmã, a princesa Hesíone, que negociou sua liberdade oferecendo a Héracles o seu próprio véu de ouro como resgate. Foi a partir desse ato de redenção que o jovem príncipe abandonou o nome Podarces e assumiu a alcunha de Príamo, designação que, na etimologia popular grega, deriva do verbo priamai, significando "o resgatado" ou "o comprado".

Restabelecido no trono troiano, Príamo reconstruiu a cidade, elevando Troia a um patamar incomparável de riqueza, fortificação e influência na região do Helesponto. Troia tornou-se célebre por suas muralhas consideradas intransponíveis, as quais foram construídas, segundo a tradição, pelos próprios deuses Posídon e Apolo, e por seus telhados dourados. Sob a regência de Príamo, o reino alcançou uma era de prosperidade marcada pelo respeito dos povos vizinhos e por uma corte numerosa e imponente.

A genealogia de Príamo é vastíssima e possui um papel fundamental na vastidão da narrativa da mitologia grega. Fontes clássicas atribuem-lhe dezenas de filhos e filhas, tradicionalmente cinquenta ao todo, nascidos de suas várias esposas e concubinas. Sua esposa principal e rainha consorte foi Hécuba, figura igualmente trágica com quem gerou dezenove ou vinte filhos, incluindo os personagens mais determinantes do ciclo troiano: Heitor, o nobre defensor e príncipe herdeiro de Troia; Páris, cuja sedução e rapto de Helena desencadearam a guerra; Cassandra, a profetisa amaldiçoada cujos avisos eram eternamente ignorados; Heleno, o vidente; Dêifobo e Troilo. Essa vasta progênie transformou Príamo no patriarca supremo de uma dinastia brilhante, mas também selou seu sofrimento, pois ele testemunharia a morte violenta da imensa maioria de seus descendentes. 

Quando os reis aqueus (gregos) marcharam contra Troia para reaver Helena, Príamo já era um homem de idade avançada, fisicamente impossibilitado de combater na linha de frente. Sua liderança durante o cerco de dez anos manifestou-se, assim, não no manejo das armas, mas no conselho, na dignidade e na piedade religiosa. No poema épico Ilíada, de Homero, Príamo aparece no topo das Portas Celas, observando os combates ao lado dos anciãos do conselho. É marcante a humanidade com que ele trata Helena: em vez de culpá-la pela tragédia e pela devastação que se abatiam sobre seu povo, o idoso rei demonstra compaixão, atribuindo a responsabilidade do conflito às vontades inescrutáveis dos deuses.

O momento de maior destaque de Príamo, e uma das passagens mais comoventes de toda a literatura ocidental, ocorre no Canto XXIV da Ilíada. Após o terrível duelo em que Aquiles mata Heitor, o herói grego profana o cadáver do príncipe troiano, arrastando-o diariamente ao redor do sepulcro de seu companheiro Pátroclo. Diante do sacrilégio e tomado por uma dor insuportável, Príamo decide realizar um ato de audácia e humildade sem precedentes: abandona a segurança do seu palácio, remove as insígnias reais que carregava e, sob a proteção invisível do deus Hermes, entra oculto no acampamento inimigo durante a noite.

Ao alcançar a tenda de Aquiles, o soberano de Troia ajoelha-se diante do assassino de seu filho, beija as mãos sanguinárias que exterminaram tantos de seus herdeiros e suplica pelo corpo de Heitor para que este receba os ritos fúnebres adequados. Príamo apela aos sentimentos de Aquiles pedindo-lhe que se lembre de seu próprio pai, Peleu, um ancião que também aguardava o retorno do filho. A imagem do rei majestoso prostrado aos seus pés fez com que Aquiles deixasse, momentaneamente, sua fúria se apaziguar; os dois homens choraram juntos suas perdas, unidos por uma dor compartilhada que ia além do conflito. Tocado pela grandeza moral do monarca, Aquiles concede o cadáver de Heitor e estabelece uma trégua de doze dias para os funerais, demonstrando o poder da piedade (eusebeia) do soberano troiano.

Apesar desse breve momento de paz, o destino de Príamo ilustra como a guerra alcança todos os indivíduos. O fim do rei é narrado com crudeza na tradição épica e reelaborado na Eneida, de Virgílio. Vendo a cidade tomada pelas chamas e o massacre de sua família, Príamo tenta vestir suas velhas armaduras para defender seus altares domésticos. No entanto, sem forças e dominado pela desesperança, ele é arrastado até o altar de Zeus por Neoptólemo (também chamado Pirro), o implacável filho de Aquiles. Diante dos olhos de Hécuba e de suas filhas, e logo após testemunhar o assassinato de seu filho Polites, Príamo é brutalmente executado por Neoptólemo no próprio santuário, selando a profanação da cidade e o colapso absoluto de Troia.

Referências Bibliográficas

EURÍPIDES. As Troianas. Tradução de Trajano Vieira. 1. ed. São Paulo: Editora 34, 2021.

HOMERO. Ilíada. Tradução de Frederico Lourenço.1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

KERÉNYI, Karl. Mitologia dos gregos: A história dos heróis. 1. ed. Petrópolis-RJ: Vozes, 2015.

LESKY, A. A tragédia grega. 1ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2020.

VERNANT, J-P. O Universo, os Deuses, os Homens. Tradução de Rosa Freire Aguiar. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

VIRGÍLIO. Eneida.Tradução de Carlos Alberto Nunes. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2016.

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Revista O Eixo e a Roda abre chamada de artigos para dossiê sobre novos itinerários da literatura brasileira

A Revista O Eixo e a Roda anunciou a abertura de submissões para o seu volume 36, número 2, previsto para publicação no período de abril a junho de 2027. Com o tema "Literatura, circulação, e outros caminhos", o dossiê é organizado pelos professores Marcelo Freddi Lotufo, da Universidade de São Paulo, e Thayse Leal Lima, da University of Maryland. Os pesquisadores interessados em contribuir têm até o dia 28 de outubro de 2026 para enviar seus trabalhos.

A proposta do dossiê parte do reconhecimento de que os deslocamentos, sejam eles internacionais ou internos, sempre desempenharam um papel central na consolidação da cultura brasileira. Historicamente, a crítica e a historiografia privilegiaram trajetos específicos, como as viagens das metrópoles europeias para o Brasil, as migrações do campo para a cidade ou as expedições de intelectuais do Sudeste em direção a outras regiões do país. O objetivo desta edição é justamente ampliar esse horizonte e descentralizar as análises.

Apoiando-se em debates contemporâneos como a Teoria da Literatura Mundial, os Estudos Pós-Coloniais e os Estudos Diaspóricos, a chamada convida à reflexão sobre a circulação de ideias e materiais fora dos eixos hegemônicos tradicionais. Espera-se receber artigos que analisem narrativas de viagem, processos de imigração e fluxos culturais transnacionais ou transcontinentais na literatura brasileira. Os trabalhos devem buscar responder como esses percursos alternativos ajudam a constituir novas cartografias culturais e a repensar a própria formação da identidade e da literatura nacional.

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Revista Metamorfoses abre chamada de artigos sobre as poéticas, escritas e leituras da dramaturgia brasileira contemporânea

A revista científica Metamorfoses anunciou a chamada de trabalhos para o dossiê "Dramaturgias brasileiras contemporâneas: poética, escrita e leitura", sob a edição convidada de Daniele Avila Small e Renan Ji. A proposta busca preencher uma lacuna no campo teórico e crítico brasileiro, estimulando reflexões acadêmicas sobre a produção dramatúrgica atual para além das visões tradicionais e eurocentradas do texto teatral.

Historicamente vista como um elemento periférico pela crítica literária ou como um mero componente da cena pelas artes cênicas, a dramaturgia vive hoje um processo contínuo de transformação. No Brasil recente, o texto de teatro e de dança ganha contornos singulares e extrapola as convenções do drama clássico, desdobrando-se em poéticas próprias. Esse movimento vem acompanhado de um renovado interesse editorial e leitor, impulsionado por editoras especializadas e novas formas de circulação que transformam a página impressa em um espaço autônomo de encenação e imaginário.

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Diante do cenário de escassez de estudos dedicados ao texto dramatúrgico, o dossiê acolherá artigos que investiguem a escrita e as teorias contemporâneas, a presença da dramaturgia nos âmbitos editorial e de ensino, além de abordagens focadas em letramentos e currículos da educação básica e superior. Também estão no escopo da chamada os estudos sobre perspectivas contracoloniais, as linguagens de povos originários, as influências africanas, as especificidades da dramaturgia da dança e o papel do texto nas chamadas cenas-pensamento, como palestras-performances e desmontagens.

Pesquisadores e interessados em contribuir para a edição têm até o dia 27 de setembro de 2026 para realizar a submissão dos trabalhos. A publicação do dossiê está prevista para dezembro de 2026.

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O que significa Pulsão de Morte (Thanatos) para a Psicanálise?

Nos primeiros momentos da formulação da psicanálise, a teórica criada por Sigmund Freud sustentava-se sobre o dualismo entre as pulsões sexuais e as pulsões de autoconservação. Essa primeira formulação parecia dar conta dos conflitos psíquicos observados na clínica, onde a busca pelo prazer e a autopreservação entravam em choque com as exigências da civilização. No entanto, o trauma da Primeira Guerra Mundial e o surgimento de fenômenos clínicos intrigantes, como as neuroses de guerra e a repetição compulsiva de experiências dolorosas, forçaram uma reavaliação profunda dessa metapsicologia. Foi nesse cenário de incertezas que formulou a concepção da pulsão de morte, uma das teorias mais sombrias, controversas e fundamentais de todo o pensamento psicanalítico.

Diferente do instinto biológico, que é rígido, hereditário e visa a um fim puramente adaptativo e pré-determinado, a pulsão é um conceito limite entre o psíquico e o somático. Ela opera como uma força constante, uma pressão interior que exige do aparelho mental um determinado trabalho de transformação. Toda pulsão possui uma fonte no corpo, uma pressão ou força motriz, um alvo que busca a satisfação e um objeto através do qual o alvo pode ser atingido. Enquanto a pulsão de vida visa criar conexões, sintetizar elementos, preservar as ligações psíquicas e promover a complexidade orgânica e psíquica, a pulsão de morte atua em sentido diametralmente oposto.

A grande virada teórica ocorreu no célebre ensaio de 1920, intitulado Além do Princípio do Prazer. Freud percebeu que o princípio do prazer, até então considerado o soberano absoluto do psiquismo, não conseguia explicar por que certos pacientes repetiam incessantemente situações de intenso sofrimento. Se o aparelho mental buscasse apenas o prazer e a evitação do desprazer, como explicar as memórias recorrentes dos soldados traumatizados, os sonhos angustiantes de eventos dolorosos ou a tendência desastrosa de certas pessoas a repetirem escolhas amorosas autodestrutivas? A resposta psicanalítica para esse dilema residiu no reconhecimento da compulsão à repetição, uma força psicanalítica primordial que atua antes mesmo da instalação do princípio do prazer e que serve de veículo para a pulsão de morte.

A pulsão de morte expressa uma tendência fundamental de todo organismo vivo de retornar a um estado inanimado, inorgânico e livre de qualquer tensão. Há no funcionamento psíquico um impulso conservador extremo, que busca desligar o que foi ligado, dissolver as estruturas complexas e zerar os níveis de excitação do aparelho mental. Essa busca pela cessação de todos os estímulos é frequentemente associada ao princípio de Nirvana, termo adaptado para designar a aspiração inconsciente à paz absoluta, onde o silêncio da matéria inorgânica triunfa sobre as turbulências e demandas da vida pulsional.

É importante enfatizar que, no psiquismo humano, a pulsão de morte e a pulsão de vida raramente se manifestam de forma pura ou isolada. Elas funcionam de maneira intrinsecamente intrincada, em um processo contínuo de fusão e desfusão pulsional. O desenvolvimento psíquico saudável depende da capacidade do indivíduo de manter a pulsão de morte sob o domínio da pulsão de vida. Quando há uma fusão equilibrada, a força desestruturante do impulso destrutivo pode ser canalizada para atividades adaptativas e criativas. Por exemplo, a capacidade de cortar, separar, analisar criticamente ou impor limites na realidade exige uma dose de agressividade mitigada e domesticada pela vida.

Contudo, quando ocorre o fenômeno da desfusão pulsional, as forças de desintegração ganham autonomia e operam de forma livre e avassaladora no inconsciente. A agressividade, que quando ligada serve à autopreservação, descarrega-se na forma de destrutividade pura, direcionando-se tanto para o ambiente externo quanto para o próprio indivíduo. Quando projetada para fora, a pulsão de morte manifesta-se através do ódio, da violência, da crueldade e da pulsão de destruição do outro. Quando voltada para dentro, manifesta-se como autoflagelação psíquica, melancolia, comportamentos de risco e impulsos autodestrutivos.

O papel do superego na dinâmica da pulsão de morte é um dos pontos mais dramáticos da clínica psicanalítica. A instância superegoica, construída a partir da assimilação das interdições parentais e culturais, pode tornar-se excessivamente rígida, sádica e cruel. Em estados melancólicos e em certas neuroses graves, o superego atua como um carrasco implacável que se volta contra o ego, utilizando a própria energia da pulsão de morte para punir e devastar a subjetividade do paciente. A pessoa é então tragada por um sentimento inconsciente de culpa devastador e por um desejo inconsciente de punição que sabotam qualquer possibilidade de cura ou bem-estar, dando origem à chamada reação terapêutica negativa.

Posteriormente, os psicanalíticas pós-freudianos expandiram e reinterpretam essas intuições. Melanie Klein colocou a pulsão de morte no centro de suas investigações sobre a infância. Para Klein, o bebê recém-nascido é habitado por uma angústia arcaica e aterrorizante de ser destruído por sua própria pulsão de morte interna. Para sobreviver a essa ameaça insuportável de aniquilamento, o ego incipiente da criança utiliza o mecanismo de defesa da projeção, lançando essa carga destrutiva para fora e depositando-a no objeto primário, geralmente o seio materno. Esse seio, então percebido como mau e persecutório, torna-se a fonte das primeiras angústias paranoides e organiza a posição esquizoparanoide. A elaboração adequada dessas angústias Iniciais permite que a criança progrida para a posição depressiva, onde percebe o objeto como total e aprende a lidar com sua própria agressividade através da reparação.

Na vertente psicanalítica francesa, Jacques Lacan ofereceu uma releitura linguística e estrutural para o conceito de Thanatos. Para Lacan, a pulsão de morte não deve ser entendida como uma força biológica ou uma inclinação orgânica ao suicídio, mas sim como uma consequência direta da entrada do sujeito na linguagem. A palavra assassina a coisa; ao ser introduzido no campo do simbólico, o ser humano é marcado por uma perda fundamental, por um vazio constitutivo. A pulsão de morte lacaiana está intimamente ligada ao conceito de gozo, um excesso de satisfação paradoxal e doloroso que ultrapassa as fronteiras do princípio do prazer e que insiste em se repetir nas brechas e falhas da fala do sujeito.

Recordemos que, em suas obras de crítica cultural, Freud enfatizou que a tendência à agressividade inerente ao ser humano constitui o maior obstáculo para a preservação da civilização. As guerras, o preconceito, a intolerância, a violência sistêmica e as crises ecológicas causadas pela exploração predatória do planeta são manifestações coletivas da incapacidade do laço social de conter e canalizar a energia desestruturante de Thanatos.

Quando direcionamos a discussão para a prática clínica cotidiana, algo de extrema importância é o fato de que o trabalho da pulsão de morte exige do psicanalista uma escuta apurada e uma sensibilidade para identificar aquilo que se recusa a ser simbolizado. O analista encontra o registro de Thanatos nos impasses da transferência, nas resistências mais ferrenhas, nas somatizações recorrentes e na compulsão do paciente em arruinar seus próprios projetos e relacionamentos no momento exato em que eles parecem caminhar para o sucesso. E nesse contexto, o objetivo do processo analítico não é eliminar a pulsão de morte, feito teoricamente impossível, pois ela é parte integrante da estrutura psíquica, mas possibilitar que o sujeito consiga reatar os laços entre a destruição e a criação, reinvestindo o desejo e a pulsão de vida na reconstrução da sua própria história narrativa.

Referências Bibliográficas

FREUD, Sigmund. Além do princípio do prazer. 1. ed. Belo Horizonte-MG: Autêntica, 2020.

GREEN, André. O trabalho do negativo. 1. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

KLEIN, Melanie. Inveja e gratidão e outros ensaios. São Paulo: Ubu Editora, 2023.

LACAN, Jacques. O Seminário, livro 7: A ética da psicanálise. 1. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1988.

LAPLANCHE, Jean. Life and Death in Psychoanalysis. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1976.

ROSENFELD, Hebert A. Estados psicóticos. Buenos Aires: Hormé, 1991.

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Revista Philorosae Abre Chamada de Trabalhos para Edição Sobre Colonialismos e Decolonialidade

A Revista Philorosae, publicação anual vinculada ao Centro de Estudos de Cultura e Artes da Universidade Nacional Timor Lorosae, anunciou a abertura da chamada de artigos para a sua sexta edição. Com o compromisso de promover sinergias entre as filosofias ocidental e oriental e de aproximar diferentes povos e hemisférios por meio da compreensão intercultural, o novo volume terá como foco central as discussões sobre Colonialismos, Pós-colonialismos e Decolonialidades.

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A publicação convida pesquisadores e a comunidade acadêmica a submeterem trabalhos articulados em três eixos principais. O primeiro abrange o estudo do colonialismo sob a ótica de autores fundamentais como Frantz Fanon e Aimé Césaire. O segundo eixo contempla o pós-colonialismo a partir de contribuições de pensadores como Edward Said, Gayatri Spivak e Homi Bhabha. Por fim, a vertente da decolonialidade sugere um diálogo direto com as obras de Aníbal Quijano, Walter Mignolo e Enrique Dussel. Entre os subtemas propostos para reflexão destacam-se as epistemologias do Sul, gênero em contextos decoloniais, subalternidade, racismo epistêmico, colonialismo digital e as relações de compatibilidade entre a decolonialidade e os Direitos Humanos Universais.

Os interessados podem enviar artigos, recensões ou ensaios redigidos em português ou inglês até o dia 30 de novembro de 2026. Os textos devem conter no máximo 7.000 palavras e seguir estritamente as normas da sétima edição da APA. O envio dos manuscritos deve ser feito simultaneamente para os endereços eletrônicos revista@philorosae.com e lorosaefilosofico@gmail.com.

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09/09/2026

Revista Horizontes Antropológicos abre chamada de artigos para a edição "Mulheres no Futebol"

A Revista Horizontes Antropológicos anunciou a abertura de submissões para a sua edição de número 79, dedicada ao tema "Mulheres no Futebol". A publicação é organizada por Carmen Rial, Caroline Soares de Almeida, Verónica Moreira e Arlei Damo, e receberá trabalhos acadêmicos inéditos até o dia 31 de outubro de 2026. A iniciativa antecipa o clima da Copa do Mundo de Futebol de Mulheres de 2027, que ocorrerá pela primeira vez no Brasil, marco de grande relevância histórica para um país onde a modalidade permaneceu oficialmente proibida durante décadas por regulamentações estatais.

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O dossier busca explorar o fenômeno transnacional de regulação de gênero no esporte, lembrando que restrições semelhantes às brasileiras também ocorreram em nações como Inglaterra, França e Alemanha ao longo do século XX. Além da importância histórica e simbólica do evento esportivo, a chamada reflete a consolidação dos estudos antropológicos sobre o futebol no Brasil. Esse campo de pesquisa teve forte impulso a partir dos anos 2000 e se fortaleceu recentemente com a criação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro, rede que articula centenas de pesquisadores no país e no exterior.

A chamada convida acadêmicas e acadêmicos a enviarem contribuições que investiguem as diversas formas de participação feminina no ecossistema do futebol, abrangendo atuantes como atletas, árbitras, técnicas, dirigentes, profissionais da imprensa, torcedoras e gestoras. Os organizadores buscam artigos fundamentados em abordagens etnográficas, históricas, comparativas e interdisciplinares que analisem aspectos como interseccionalidades, memória, trabalho, mídia, políticas públicas e disputas sociais. Serão aceitos textos resultantes de pesquisas de campo, análises documentais, reflexões teóricas e balanços bibliográficos voltados às transformações e complexidades do futebol praticado e vivenciado por mulheres.

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Este blog possui caráter exclusivamente educativo e informativo, não substituindo, sob nenhuma hipótese, o acompanhamento psicanalítico, a consulta psicológica ou o tratamento psiquiátrico individualizado. As análises e textos publicados visam a difusão teórica e o debate cultural, sem pretensão de oferecer diagnósticos ou suporte a crises emocionais, situações que exigem a busca por serviços de saúde especializados.

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