A Revista Data Venia, publicação vinculada ao Curso de Relações Internacionais do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, está com chamada aberta para o recebimento de artigos científicos destinados ao seu volume 21, número 2. A convocatória contempla trabalhos inéditos com temática livre dentro do campo das Relações Internacionais e de suas áreas afins. Os pesquisadores e acadêmicos interessados em submeter suas contribuições devem realizar o envio até o dia 10 de novembro de 2026. As diretrizes completas para os autores, bem como o sistema para envio dos textos, estão disponíveis na página oficial de submissões do periódico.
13/09/2026
Revista Agenda Política Acolhe Submissões para Dossiê sobre Ciência Política e Administração Pública
A revista Agenda Política, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), anunciou a abertura da chamada de artigos para o dossiê temático "Intersecções entre Ciência Política e Administração Pública". Os interessados em contribuir para o debate poderão submeter seus trabalhos entre os dias 24 de agosto de 2026 e 29 de setembro de 2026. A proposta busca reunir contribuições teóricas, metodológicas e empíricas que explorem as zonas de contato e a complementaridade entre os dois campos do conhecimento, superando a visão histórica de separação rígida entre a dimensão política e a gestão técnica do Estado.
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O dossiê destaca a importância de analisar como poder, instituições, burocracia e práticas administrativas se articulam na condução da ação estatal e na garantia da qualidade da democracia. A publicação acolhe pesquisas sobre capacidades estatais, governança, redes, implementação e avaliação de políticas públicas, além de tópicos como controle, accountability, federalismo e coordenação governamental. Questões ligadas à agência burocrática em suas diversas esferas, aos impactos da representação no setor público e às consequências distributivas das interações entre cidadãos e Estado também integram o escopo da chamada.
Ao integrar diferentes abordagens e níveis organizacionais, a iniciativa da Agenda Política visa estimular uma agenda de pesquisa robusta, que reconheça tanto a dimensão essencialmente política da administração pública quanto a centralidade das estruturas e dos agentes administrativos na produção das decisões governamentais. Os autores interessados devem atentar-se ao prazo limite de envio das contribuições por meio do sistema da revista dentro do período estipulado.
Revista Monções reabre debate crítico de gênero e lança chamada para o dossiê Feminismos que Fraturam
Dez anos após publicar de forma pioneira o primeiro número inteiramente dedicado a debates de gênero nas Relações Internacionais no Brasil, a Monções: Revista de Relações Internacionais da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) anuncia a chamada de artigos para a sua mais nova edição temática. Intitulado "Feminismos que Fraturam: epistemologias críticas desde o Sul Global", o novo dossiê busca dar continuidade e fôlego renovado às abordagens feministas, queer e decoloniais, confrontando a persistente ilusão de neutralidade e o eurocentrismo que ainda marcam o campo acadêmico da política internacional.
A iniciativa parte da constatação de que, embora o interesse por temas de gênero tenha crescido entre estudantes e pesquisadores na última década, essa produção ainda enfrenta barreiras institucionais e o baixo recrutamento de professoras especialistas nas universidades. Com a organização das pesquisadoras Xaman Minillo, Camila Andrade, Flávia Belmont, Izadora Xavier do Monte e Bianca Mendes Araújo, a publicação convida à submissão de trabalhos que superem narrativas únicas, como a visão do feminismo vindo exclusivamente do Norte Global por meio de ondas, valorizando as lutas, saberes e experiências produzidos a partir do Sul Global e da efervescência política do Terceiro Mundo.
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O dossiê acolhe uma ampla variedade de formatos, incluindo contribuições empíricas, teóricas, literárias e artísticas, além de relatos de vivências e análises sobre o acesso a recursos de pesquisa no Brasil. A proposta central é questionar os limites do feminismo branco, ciscentrado e liberal, investigando novos atores, problemas e metodologias que emergem de olhares marginais para subverter e descolocar as fronteiras tradicionais da disciplina.
Os interessados em integrar o volume têm até o dia 30 de outubro de 2026 para enviar seus trabalhos através do sistema da revista. A publicação do número está prevista para julho de 2027.
12/09/2026
Currículo Lattes serve como Currículo Vitae?
A resposta curta para a questão de saber se o Currículo Lattes serve como Currículo Vitae é dependente do contexto profissional e da finalidade da apresentação do documento. Se pensarmos de modo simples, ambos são registros da trajetória de uma pessoa, porém desenvolvidos para ecossistemas, públicos e objetivos fundamentalmente distintos. O Currículo Lattes é uma plataforma padronizada mantida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico no Brasil, voltada primariamente para a comunidade acadêmica, de pesquisa e inovação tecnológica.
A Plataforma Lattes exige um nível minucioso de detalhamento. Ela visa registrar exaustivamente a produção científica, a participação em projetos de extensão, artigos publicados em periódicos, apresentações em congressos, bancas examinadoras e orientações acadêmicas. Essa exaustão é necessária no ambiente acadêmico para que instâncias financiadoras, universidades e órgãos governamentais possam mensurar com precisão a produtividade e a relevância científica do pesquisador. Por essa razão, um Currículo Lattes completo pode facilmente alcançar dezenas de páginas ao longo da carreira de um profissional.
Por outro lado, o mercado de trabalho tradicional funciona sob a lógica da objetividade e da brevidade. Os profissionais de recursos humanos recebem centenas de candidaturas para uma única vaga e costumam dedicar apenas alguns segundos para fazer a triagem inicial de cada Currículo Vitae. O Currículo Vitae ideal deve sintetizar os marcos mais relevantes da trajetória profissional em apenas uma ou duas páginas. Seu foco não está em listar todas as atividades já realizadas ao longo da vida, mas em demonstrar, de maneira direta, como as experiências passadas e as habilidades atuais do candidato respondem aos problemas específicos enfrentados pela empresa contratante.
Existe, contudo, uma exceção em que o Currículo Lattes serve perfeitamente e é até preferível em relação ao Vitae tradicional: nas seleções promovidas por universidades, institutos federais de educação, centros de pesquisa, laboratórios públicos e órgãos de fomento à ciência. Nestes ecossistemas, o Lattes é o padrão ouro oficial. Tentá-lo substituir por um Vitae simplificado em um processo de bolsa de mestrado, doutorado ou concurso para docente seria fatal para o candidato, pois a avaliação acadêmica depende da comprovação metódica de cada produção registrada no sistema. Além disso, em setores corporativos de alta tecnologia que possuem departamentos dedicados exclusivamente à Pesquisa e Desenvolvimento, ou em consultorias especializadas de nicho, os recrutadores costumam aceitar e consultar o Currículo Lattes como um complemento para verificar a profundidade do conhecimento técnico e científico do postulante à vaga.
No entanto, quando se trata de concorrer a vagas gerais do mercado de trabalho privado, usar o Lattes no lugar do Vitae sem edições representa uma desvantagem competitiva expressiva. A estrutura rígida e padronizada do Lattes impede a personalização estética e hierárquica das informações. No Currículo Vitae, o candidato tem a liberdade de destacar estrategicamente as competências técnicas mais alinhadas à vaga, posicionar as experiências recentes no topo, omitir detalhes irrelevantes e adaptar a linguagem para o tom da empresa contratante. No Lattes, a ordem dos fatores é imutável e determinada pelo sistema do CNPq, dando o mesmo peso visual a uma publicação em evento científico que daria a uma realização prática no mercado profissional.
Dessa forma, a atitude mais adequada para quem pretende entregar currículos de forma abrangente é produzir um Currículo Vitae, pois ele atende às necessidades gerais da absoluta maioria dos requisitos informacionais que os empregadores precisam ao avaliar um candidato.
O que significa Princípio do Prazer para a Psicanálise?
A psicanálise, desde os primeiros momentos da sua fundação, dedica-se a compreender as forças inconsciente que regem a conduta, os afetos e os sofrimentos da psique humana. Um desses elementos, conceituados por Sigmund Freud, serve como horizonte para a compreensão do funcionamento mental: o Lustprinzip, traduzido para o português como Princípio do Prazer. Na metapsicologia freudiana, o Princípio do Prazer funciona como um regulador econômico e energético da mente, cuja função principal é gerir os níveis de excitação que chegam ao aparelho psíquico, visando manter a tensão no nível mais baixo e constante possível.
A mente humana é constante e inevitavelmente bombardeada por estímulos que provêm de duas fontes distintas: o mundo externo, através dos sentidos, e o mundo interno, por meio das necessidades corporais e das exigências pulsionais. Quando a tensão psíquica aumenta, decorrente do acúmulo de energia não descarregada, o aparelho psíquico vivencia esse estado como desprazer. O Princípio do Prazer entra em ação justamente como um imperativo biológico e psíquico que busca a descarga imediata dessa energia acumulada. A redução dessa tensão é traduzida subjetivamente como a sensação de prazer. Assim, na teoria freudiana clássica, o prazer não é interpretado como uma conquista positiva de euforia, mas sim como o alívio decorrente da diminuição de uma tensão dolorosa ou desconfortável.
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Nos primeiros estágios do desenvolvimento humano, durante a infância mais remota, o bebê é governado de maneira quase exclusiva por essa lógica do imediato, isto é, pela influência quase absoluta do id. O recém-nascido, ao sentir fome, dor ou frio, vivencia um aumento insuportável de tensão interna. Incapaz de adiar a satisfação ou de realizar ações complexas no mundo externo para sanar a sua dor, o bebê exige uma solução instantânea. Essa forma primária de funcionamento psíquico conecta-se ao processo primário, no qual a energia flui livremente de uma representação mental para outra, buscando a descarga por meio do caminho mais curto possível. Quando o objeto real de satisfação, como o seio materno, não está presente, o psiquismo do bebê recorre à alucinação primária da satisfação, revivendo a memória visual ou tátil de alimentações anteriores para tentar diminuir a angústia do desamparo.
No entanto, a realidade objetiva tende a se impor. A satisfação alucinatória não é capaz de saciar a fome fisiológica por muito tempo, e a ausência do objeto externo força o aparelho psíquico a reconhecer que o mundo ao redor não responde instantaneamente aos seus desejos. É a partir desse choque inevitável com o ambiente que tem início uma transformação crucial na economia mental. O ego, em seu processo de diferenciação e amadurecimento, passa a mediar as exigências das pulsões e as limitações do mundo exterior. O Princípio do Prazer não é abolido ou destruído, mas sim modificado e diferido pela emergência de um novo regulador: o Princípio da Realidade.
A transição da hegemonia do Princípio do Prazer para a convivência com o Princípio da Realidade representa o próprio alicerce da civilização e da maturação psíquica. Sob o domínio do Princípio da Realidade, o indivíduo aprende a tolerar certo grau de tensão e desprazer momentâneo em nome de um prazer mais seguro, duradouro e socialmente viável no futuro e contribui com isso que conhecemos como cultura. O processo secundário substitui o fluxo livre de energia, introduzindo o pensamento lógico, a memória reflexiva, o julgamento de realidade e a capacidade de planejamento. O desejo deixa de exigir uma descarga imediata para se submeter a caminhos indiretos. Contudo, é fundamental ressaltar que o Princípio da Realidade serve aos mesmos propósitos do Princípio do Prazer: ele garante a sobrevivência do indivíduo para que a satisfação continue sendo possível, evitando que o alívio impulsivo resulte na destruição do sujeito ou em retaliações do ambiente.
Apesar da consolidação do Princípio da Realidade na vida adulta, o Princípio do Prazer continua a reinar absoluto em certas instâncias da mente, manifestando-se de forma vigorosa no inconsciente. A vida dos sonhos é o exemplo mais vívido e cotidiano dessa permanência. Quando dormimos, a motilidade é suspensa e o teste de realidade enfraquece, permitindo que os desejos inconscientes reprimidos encontrem caminhos transversais para a sua realização fantasiada. Nos sonhos, o tempo linear dissolve-se, as contradições coexistem e a lógica do processo primário ressurge, revelando como a busca pela descarga energética continua ativa nas camadas mais profundas do psiquismo.
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Além dos sonhos, o Princípio do Prazer encontra vazão através dos sintomas neuróticos, dos atos falhos e dos chistes. O sintoma, sob a perspectiva clínica psicanalítica, é uma formação de compromisso entre a pulsão que busca a satisfação e o ego que tenta reprimi-la. O sujeito neurótico sofre com o seu sintoma, mas esse mesmo sintoma carrega em seu núcleo um ganho secundário ou primário de prazer inconsciente, uma satisfação substitutiva que contorna as proibições do ego e do superego. É por essa razão que os pacientes frequentemente oferecem resistência ao tratamento analítico, pois abandonar o sintoma implica renunciar a uma certa forma de gratificação que a mente construiu a custas de grande sofrimento.
A teoria do Princípio do Prazer passou por uma grande revisão no ano de 1920, quando Freud publicou a obra intitulada Além do Princípio do Prazer. Atendendo às observações clínicas trazidas pelos traumatizados da Primeira Guerra Mundial, pelas neuroses de guerra e pelas brincadeiras infantis repetitivas, como a famosa cena do jogo do fort-da praticado por seu neto, Freud percebeu que a busca pelo alívio da tensão não explicava a totalidade dos fenômenos psíquicos. Os pacientes traumatizados retornavam compulsivamente, em seus sonhos e pensamentos, ao evento aterrorizante que lhes causara dor, demonstrando um funcionamento que parecia contrariar diretamente a busca pelo prazer e a esquiva do desprazer.
Essa constatação levou à formulação do conceito de compulsão à repetição e à introdução da dualidade entre a pulsão de vida, designada como Eros, e a pulsão de morte, denominada Thanatos. A compulsão à repetição configura-se em um nível mais primitivo do que o próprio Princípio do Prazer. Enquanto o Princípio do Prazer busca gerir e descarregar as excitações para manter a homeostase psíquica, a pulsão de morte busca o desligamento total, o retorno do organismo a um estado inorgânico de ausência absoluta de tensão. A partir desse momento da metapsicologia freudiana, o Princípio do Prazer passa a ser visto não mais como um ditador absoluto da vida mental, mas como um aliado de Eros, que tenta ligar e organizar a energia psíquica para defender o sujeito das forças desagregadoras e silenciosas da pulsão de morte.
A complexidade do Princípio do Prazer também pode ser "observada" no paradoxo da dor psíquica e no masoquismo. Se a mente é guiada pela busca do prazer e pela fuga do desprazer, como compreender o indivíduo que encontra satisfação no próprio sofrimento? A psicanálise indica que o masoquismo erógeno, moral e feminino demonstra como o desprazer consciente pode se articular como uma condição necessária para a obtenção de um prazer inconsciente. O afeto doloroso, quando erotizado ou atrelado a exigências punitivas do superego em relação à culpa inconsciente, transforma a dor no único caminho disponível para a quitação da tensão psíquica. A dor torna-se, nesse contexto, um veículo ambíguo para a realização do desejo.
Na prática clínica da psicanálise, o entendimento do Princípio do Prazer é essencial para orientar a escuta do analista. O paciente que chega ao consultório traz uma demanda articulada pelo sofrimento, mas traz também uma fixação inconsciente em modos arcaicos de satisfação. A análise não busca eliminar a capacidade de sentir prazer, nem tampouco submeter o indivíduo a uma adaptação rígida e castradora ao mundo externo. O objetivo do processo analítico é auxiliar o sujeito a reconhecer as suas fantasias, a integrar os seus conteúdos reprimidos e a flexibilizar as suas defesas, de modo que ele possa encontrar formas menos destrutivas e mais criativas de satisfação pulsional. Trata-se de permitir que o indivíduo transite com maior liberdade entre os imperativos do desejo e as exigências da realidade objetiva e cultural.
É importante entender que a cultura exige de cada um de nós um tributo pesado do Princípio do Prazer. Como Freud analisa em suas obras sobre a sociedade e a civilização, a vida comunitária só é possível mediante a renúncia pulsional e o adiamento da satisfação. A agressividade e a busca desmedida pelo prazer individual precisam ser inibidas para que a convivência social seja preservada. Esse sacrifício contínuo do desejo imediato em prol da segurança e da ordem social gera um mal-estar estrutural no indivíduo. O mal-estar na cultura é o preço inevitável que o ser humano paga pela proteção civilizatória, mantendo um conflito eterno entre as exigências intransigentes da pulsão e as imposições do coletivo.
O Princípio do Prazer atravessa todas as instâncias da personalidade humana, desde as formações do inconsciente até as construções mais refinadas da arte e da sublimação. Ao sublimar, por exemplo, o indivíduo redireciona a energia de uma pulsão sexual ou agressiva para objetivos não sexuais e de alto valor social, como a criação artística, a investigação científica ou o trabalho intelectual. A sublimação representa uma das maneiras, digamos, mais "refinadas" pelas quais o ego contorna o conflito entre o Princípio do Prazer e o Princípio da Realidade, permitindo a gratificação e a descarga de tensão em harmonia com as demandas do mundo exterior.
Referências Bibliográficas
FENICHEL, Otto. Teoria Psicanalitica Das Neuroses. 1. ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2000.
FREUD, Sigmund. Além do princípio de prazer. 1. ed. Belo Horizonte-MG: Autêntica, 2020.
FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização. Tradução de Paulo César de Souza. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
LAPLANCHE, Jean; PONTALIS, Jean-Bertrand. Vocabulário da psicanálise. Tradução de Pedro Tamen. 1. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2022.
NASIO, Juan-David. O prazer de ler Freud. 1. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.
ROUDINESCO, Elisabeth. Dicionário de psicanálise. Tradução de Vera Ribeiro e Lucy Magalhães. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.
Revista Urdimento abre chamada para dossiê sobre artes cênicas e a psicanálise do corpo falante
A Urdimento – Revista de Estudos em Artes Cênicas está com chamadas abertas até 20 de setembro de 2026 para a submissão de trabalhos que integrarão o volume 3, número 59 do periódico, com publicação prevista para dezembro do mesmo ano. Sob coordenação de Luciana Eastwood Romagnolli (USP/CNPq) e organização de Sílvia Fernandes (USP), Antônio Teixeira (UFMG), Flavia Cera (UFSC), Gresiela Nunes da Rosa (UNISUL) e Patrick Pessoa (UFF), a edição proporá uma reflexão profunda sobre as intersecções entre o giro performático nas artes contemporâneas e a psicanálise lacaniana.
O dossiê busca investigar as disputas discursivas e teóricas em torno dos corpos contemporâneos a partir do conceito lacaniano de "corpo falante", que tensiona a relação entre linguagem, imagem e pulsão. A publicação convida pesquisadores e artistas a abordarem os arranjos entre arte e psicanálise, questionando os efeitos dos discursos dominantes da atualidade e explorando como as invenções da escrita e da cena oferecem novas saídas para o mal-estar da época. Entre os eixos sugeridos para contribuição estão as conformações do imaginário, a dimensão do olhar e da voz no âmbito pulsional, os limites da representação e o impacto de uma ética do singular na perspectiva crítica da cena.
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As submissões aceitam não apenas artigos científicos, mas também relatos de experiência, debates e dramaturgias. Todas as contribuições submetidas passarão pelo processo de avaliação pelos pares no sistema duplo-cego. Os interessados devem efetuar o cadastro como autores no portal da revista, consultar as diretrizes da publicação e realizar o envio do material diretamente pela plataforma OJS da URDIMENTO até o prazo final estipulado.