30/09/2026

Anais do Museu Histórico Nacional Recebe Textos sobre Patrimônio Cultural e Repatriação até Outubro de 2026

A Revista Anais do Museu Histórico Nacional está com inscrições abertas, até 31 de outubro de 2026, para o recebimento de contribuições destinadas ao dossiê intitulado O patrimônio cultural na era de transição hegemônica: repatriação e revisão discursiva para uma nova governança global. A publicação fará parte do volume 61 do periódico, com lançamento previsto para 2027. A organização da edição é coordenada pelas pesquisadoras Mara Lúcia Carret de Vasconcelos e Rita Matos Coitinho, vinculadas ao Museu Victor Meirelles do Ibram, além de Nicole Isabel dos Reis, representante da Presidência da República.

O eixo central da proposta acadêmica fundamenta-se no debate em torno da devolução ao Paraguai do canhão El Cristiano, artefato bélico que constitui troféu da Guerra da Tríplice Aliança e que se encontra tombado e catalogado no acervo do Museu Histórico Nacional. O processo de devolução foi inicialmente sugerido em 2010 pelo então ministro da Cultura, Juca Ferreira, mas permaneceu sem avanços práticos, retornando ao centro do debate público no ano de 2023. Essa discussão acompanha a crescente visibilidade internacional das demandas por repatriação de bens culturais que foram saqueados durante períodos coloniais. Contudo, os troféus de guerra introduzem particularidades jurídicas e históricas, uma vez que estão profundamente associados à memória fundadora de instituições nacionais, a exemplo das forças armadas.

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O dossiê propõe uma reflexão aprofundada acerca das violências enraizadas nos acervos e bens culturais, dos impactos da guerra e do colonialismo, e da relevância exercida pelas memórias e pelo patrimônio na consolidação da paz e de uma nova governança global. A chamada pública abrange ainda temas atuais como a destruição do patrimônio em zonas de conflito armado, as manifestações de protesto climático voltadas para o interior de museus e os questionamentos direcionados a monumentos públicos que prestam homenagens a figuras históricas de colonizadores e bandeirantes.

A revista aceita diferentes formatos de texto, incluindo artigos científicos, ensaios, estudos de caso, relatos de experiência, notas de pesquisa, traduções, resenhas e entrevistas. Todos os trabalhos submetidos passam por um rigoroso processo de avaliação conduzido pelas organizadoras e pela equipe editorial do periódico. Os pesquisadores interessados podem consultar as diretrizes completas para autores diretamente na página oficial da revista na internet.

Revista Itinerários Lança Chamada para Dossiê sobre Estudos Literários, Análise de Discurso Materialista e Psicanálise

A Revista Itinerários, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários da Unesp de Araraquara, anunciou a abertura da chamada de artigos para o seu sexagésimo quinto número. O novo volume temático nasce dos desdobramentos do Seminário de Pesquisa da Pós-Graduação em Estudos Literários realizado em parceria com o Grupo de Estudos do Discurso no final de 2025. Organizado pelos professores Jacob dos Santos Biziak e Maria Cristina Leandro Ferreira, o periódico convida pesquisadores, estudantes e especialistas a investigarem as articulações entre a literatura, a psicanálise e a análise de discurso materialista inspirada por Michel Pêcheux e Eni Orlandi.

A proposta central do volume é explorar a leitura de textos literários a partir da ideologia e do inconsciente, compreendendo-os não como meros temas ou conteúdos das obras, mas como instâncias constitutivas tanto da produção quanto da recepção literária. O dossiê também incentiva investigações voltadas para a história das ideias na literatura, desafiando os autores a refletirem sobre as potencialidades e os limites das formas literárias e críticas no cruzamento entre a língua, o sujeito e a história. Deste modo, busca-se reunir produções que examinem o funcionamento material dos acontecimentos literários considerando os processos de subjetivação, enunciação e a polissemia inerente à linguagem.

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Os interessados em submeter contribuições para compor este panorama teórico e analítico têm até o dia 31 de maio de 2027 para realizar o envio. A previsão da comissão editorial é que a publicação do volume ocorra próximo ao encerramento do segundo semestre de 2027. A chamada reforça o incentivo para que a comunidade acadêmica apresente seus objetos de análise, reflexões e percursos de escrita em diálogo com as rupturas propostas por essas vertentes teóricas.

Revista Terra Roxa e Outras Terras Abre Chamada de Artigos para o Dossiê Antropofagia: 100 Anos de Devoração

A revista Terra Roxa e Outras Terras lançou oficialmente a sua nova chamada de artigos voltada para a composição de um dossiê comemorativo intitulado Antropofagia: 100 anos de devoração. A iniciativa tem como principal objetivo celebrar o centenário do movimento modernista e de seu manifesto fundador, criado em maio de 1928, investigando a sua permanência, transformação e relevância crítica ao longo de um século na cultura brasileira e internacional.

Organizado pelos pesquisadores Claudia Camardella Rio Doce, Guilherme Foscolo e Lucas Toledo, o dossiê convida investigadoras e investigadores a pensarem a Antropofagia não apenas como um marco histórico do modernismo oswaldiano, mas como uma ideia viva, transdisciplinar e fecunda. O edital destaca como o conceito dialogou historicamente com diversas manifestações artísticas e intelectuais, como o Tropicalismo, o Cinema Novo, as teorias de tradução dos irmãos Campos, as reflexões de Silviano Santiago e grandes eventos culturais, a exemplo da Bienal de São Paulo.

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Além de revisitar a obra de Oswald de Andrade e sua projeção na literatura, no cinema, nas artes visuais, na música, no teatro e na filosofia, a chamada incentiva leituras críticas e contemporâneas do paradigma antropofágico. São particularmente bem-vindas contribuições que coloquem a Antropofagia em diálogo com as epistemologias indígenas e afro-brasileiras, trazendo à tona as perspectivas de artistas contemporâneos como Jaider Esbell, Denilson Baniwa e o Manifesto da Antropofagia Periférica de Sérgio Vaz. Desse modo, busca-se problematizar as relações entre centro e margem, bem como examinar os limites e as novas possibilidades do conceito diante dos desafios do presente.

Os autores interessados em submeter seus trabalhos para avaliação devem enviar as contribuições completas até o dia 19 de fevereiro de 2027. O processo de avaliação por pares tem previsão de início para março do mesmo ano. As diretrizes completas de submissão podem ser consultadas diretamente no portal da revista Terra Roxa e Outras Terras.

O emprego da letra W na Língua Portuguesa

A presença da letra W na Língua Portuguesa é um tema muito interessante e revela bastante sobre a evolução histórica, o dinamismo cultural e os critérios fonéticos que orientam o nosso idioma. Embora este grafema pareça, à primeira vista, um elemento estranho à tradição latina que deu origem ao português, a sua incorporação formal e definitiva no nosso sistema ortográfico é fruto de uma longa trajetória de transformações sociolinguísticas e de acordos que visavam normatizar a escrita em todo o mundo lusófono.

Historicamente, a letra W não fazia parte do alfabeto latino original. Ela surgiu na Idade Média, na Europa setentrional, como uma tentativa de representar fonemas das línguas germânicas que o alfabeto romano tradicional não conseguia registrar com precisão. Visualmente, trata-se da junção de dois "Vs" ou dois "Us", origem refletida até hoje em suas denominações em diferentes idiomas.

Na Língua Portuguesa, o uso do W foi marcado por oscilações. Durante o século XIX e início do século XX, seu uso era relativamente comum em certas grafias de influência estrangeira. No entanto, com a Reforma Ortográfica de 1911 em Portugal e o Formulário Ortográfico de 1943 no Brasil, a letra foi oficialmente banida do alfabeto regular, juntamente com o K e o Y. Durante décadas, a norma culta orientava que a letra fosse evitada e substituída pelas consoantes ou vogais correspondentes na nossa fonética, como o V ou o U, reservando-se o W apenas para casos de extrema necessidade documental.

A grande virada ocorreu com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, que entrou em vigor de forma definitiva ao longo das duas primeiras décadas do século XXI. Este tratado internacional reintegrou formalmente as letras K, Y e W ao nosso alfabeto, que passou a contar oficialmente com vinte e seis letras. Essa decisão não buscou alterar a estrutura fonética intrínseca do português, mas sim reconhecer a realidade empírica do uso da linguagem em uma sociedade globalizada, marcada pela difusão massiva de termos científicos, nomes próprios internacionais, marcas comerciais e vocábulos de origem estrangeira.

Atualmente, o emprego da letra W na Língua Portuguesa ocorre sob diretrizes e regras bem delimitadas pela norma culta. A principal característica dessa letra na nossa língua é a sua natureza dual no campo da fonética: ela não possui um som próprio e exclusivo em português, podendo atuar como uma representação gráfica de dois valores fônicos distintos já existentes no nosso sistema. O W pode exercer o papel de uma consoante com som equivalente ao do V, ou o papel de uma semivogal com som equivalente ao do U.

A definição de qual som a letra W assumirá depende fundamentalmente da etimologia, ou seja, da origem do termo em que ela se encontra inserida. Quando a palavra é originária das línguas germânicas continentais, como o alemão, a letra W é pronunciada com o som consonantal de V. Um exemplo clássico dessa ocorrência se dá no nome do compositor Richard Wagner e nos seus derivados, como a corrente estética conhecida como wagnerismo, em que o W inicial é lido inequivocamente com o som de V. O mesmo acontece no antropônimo Walter em contextos de tradição alemã ou em nomes de personalidades como Oswaldo, quando conservam essa grafia arcaica.

Por outro lado, quando o vocábulo provém de línguas de matriz anglo-saxônica, como o inglês moderno, a letra W assume o som vocálico ou de semivogal correspondente ao U. Esse é o caso da esmagadora maioria dos empréstimos linguísticos e estrangeirismos que ingressaram no português contemporâneo, sobretudo nos campos da tecnologia, dos esportes e do entretenimento. Palavras como web, website, wi-fi, windsurf, whisky, walkman e watt são pronunciadas com a semivogal U no início ou no meio das sílabas. Da mesma forma, nomes próprios anglófonos incorporados à cultura lusófona, como Washington, Wilson ou William, mantêm esse mesmo valor fônico.

Além da diferenciação fonética baseada na etimologia, as regras ortográficas vigentes estabelecem as situações específicas em que o grafema W deve ser utilizado no dia a dia da escrita. O primeiro e mais expressivo grupo compreende os antropônimos estrangeiros e os seus derivados diretos. Nomes de pessoas de origem externa à Língua Portuguesa devem preservar a sua grafia original, mantendo o W caso ele faça parte do nome no idioma de origem. Mais do que isso, a norma ortográfica estabelece que os adjetivos e substantivos derivados desses nomes próprios de pessoas também devem conservar o W, garantindo a integridade da raiz etimológica. É o que ocorre com o termo wagneriano, derivado do nome próprio Wagner, ou com o vocábulo newtoniano, que deriva de Newton e preserva o seu W final.

O segundo caso de emprego legítimo abrange os topônimos estrangeiros, isto é, os nomes próprios de lugares, cidades, países e acidentes geográficos que não possuem um aportuguesamento histórico consolidado. Nomes como Washington, Wellington, Wisconsin ou Malawi mantêm a letra W em sua escrita oficial na Língua Portuguesa.

O terceiro grande grupo é constituído pelas siglas, símbolos de unidades de medida e termos técnicos de validade internacional. A manutenção do W nesses casos responde a uma necessidade de padronização global e científica, impedindo que a tradução ou a adaptação local cause ambiguidades em documentos técnicos ou transações internacionais. O exemplo mais notável é o símbolo do watt, unidade de potência elétrica batizada em homenagem ao inventor James Watt, representado universalmente pela letra W maiúscula. Igualmente relevante é a sigla referente ao domínio da rede mundial de computadores, conhecida mundialmente pelas letras iniciais das palavras World Wide Web.

Em relação aos empréstimos linguísticos gerais que entram no vocabulário cotidiano, existe uma importante dinâmica de transição que todo estudante da Língua Portuguesa deve compreender. Quando uma palavra estrangeira contendo a letra W começa a ser frequentemente utilizada pelos falantes de português, o idioma tende, ao longo do tempo, a passar por um processo natural de assimilação conhecido como aportuguesamento. Durante esse processo, a comunidade linguística busca adaptar a grafia da palavra às convenções ortográficas tradicionais da nossa língua, substituindo o W pela letra que representa o seu som real.

Um exemplo desse fenômeno é a palavra televisão, cujo componente derivado da física utilizava o conceito de ondas curtas ou watts, mas que no vocabulário geral viu diversos termos serem adaptados. De forma ainda mais clara, a palavra em inglês sandwich sofreu o aportuguesamento definitivo para a forma sanduíche, na qual o W foi substituído pela combinação de vogais que reproduz fielmente a pronúncia adaptada ao português. Outro exemplo histórico é a palavra wagon, do inglês ou francês, que ao ser integrada ao cotidiano dos transportes ferroviários nos países lusófonos, foi totalmente aportuguesada para a forma vagão, trocando o W pela consoante V.

Portanto, a regra geral para o uso comum da linguagem indica que, enquanto uma palavra for tratada formalmente como um estrangeirismo não adaptado, deve-se manter a grafia original com W, registrando-a, quando necessário em textos formais, entre aspas ou em itálico. Contudo, a partir do momento em que o vocábulo é oficialmente registrado nos dicionários e no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa com uma forma aportuguesada, a preferência da norma culta passa a ser pela utilização da grafia adaptada, dispensando o uso do W.

Revista Amerika abre chamada de artigos para dossiê sobre literatura de investigação e jornalismo literário na América Latina, Espanha e Portugal

A Revista Amerika, reconhecida por suas investigações sobre memórias, identidades e territórios das Américas, anunciou oficialmente a abertura da chamada de artigos voltada ao seu número 35. O novo dossiê temático traz como foco central o tema "Literatura de Investigação e Jornalismo Literário: Rumo a um Novo Paradigma da Prova?". O projeto editorial conta com a coordenação de um comitê internacional formado por Néstor Ponce, da Universidade Rennes 2, Paula Klein e Ailton Sobrinho, ambos da UCA-CELIS, Lisandro Relva, vinculado à Bergische Universität Wuppertal, e Cécile Quintana, da Universidade de Poitiers.

O escopo da publicação concentra-se na análise de obras oriundas da América Latina, da Espanha e de Portugal, exigindo obrigatoriamente que os textos examinem produções pertencentes ao campo do jornalismo literário ou da literatura de investigação, o que descarta propostas alheias a esses critérios. A iniciativa acadêmica fundamenta-se na premissa de que as narrativas do início do século XXI têm diluído as fronteiras tradicionais entre ficção e não ficção, impulsionadas por um interesse contemporâneo profundo na utilização de arquivos, documentos e testemunhos. Esse fenômeno se alinha ao conceito de viragem documental ou arquivística, dialogando diretamente com a noção de fabulação crítica cunhada por Saidiya Hartman e com a hipótese de uma sociologia literária inspirada na trajetória do colombiano Alfredo Molano, mapeando assim escritas híbridas que transitam entre a criação literária, a pesquisa documental e a atividade jornalística.

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Entre os principais eixos temáticos contemplados pela chamada estão a investigação de formas narrativas contemporâneas que demonstram o vínculo entre literatura e acervos arquivísticos, os estudos sobre novas modalidades de ativismo e engajamento nessas escritas, e a leitura crítica de obras amparadas por conceitos como imaginação crítica e história potencial. O dossiê também abre espaço para discutir o papel da reportagem e da creative non fiction, além de aprofundar as tensões vigentes entre verdade e pós-verdade, ficção e não ficção no cenário atual.

Os interessados em submeter suas pesquisas devem enviar os manuscritos, que podem ser redigidos em português, espanhol, francês ou inglês, acompanhados de uma breve biobibliografia institucional. O prazo final para o envio das propostas encerra-se em 31 de julho de 2027, devendo as mensagens ser direcionadas para o endereço eletrônico institucional da revista. A comunicação com os resultados da avaliação pelo comitê editorial está programada para o dia 30 de outubro de 2027, garantindo aos pesquisadores um panorama detalhado sobre as diretrizes completas disponíveis na página oficial da publicação na plataforma OpenEdition Journals.

Como o hífen é empregado em nos prefixos "sub" e "sob"?

Para aplicar a escrita correta do prefixo "sub-", a regra central a ser fixada diz respeito às consoantes que iniciam a palavra à qual o prefixo se une. O hífen deve ser obrigatoriamente empregado em duas situações específicas: quando a palavra subsequente começa com a letra "b" ou com a letra "r". A razão para a presença do hífen diante do "b" baseia-se no fato de evitarmos a justaposição de duas consoantes iguais consecutivas, o que facilitaria a leitura e manteria a clareza da estrutura morfossintática, como ocorre em termos como sub-base e sub-bloco. Já a obrigatoriedade do hífen diante da consoante "r" visa a preservar a pronúncia correta da consoante vibrante rasteira, evitando que o som do "r" seja alterado ou assimilado de forma inadequada pelo falante, a exemplo do que se observa em sub-reitor, sub-região e sub-rotina.

Além disso, como regra geral para a maioria dos prefixos da nossa língua, o hífen também se faz necessário quando o segundo elemento inicia-se com a letra "h". Dessa forma, palavras como sub-humano ou sub-hepático exigem o hífen para marcar a fronteira entre os morfemas, embora exista a possibilidade ortográfica de supressão da letra "h" em algumas formações consagradas pelo uso, como subumano, mantendo-se o vocábulo aglutinado sem o hífen. Contudo, a norma padrão aceita a grafia hifenizada mantendo a consoante inicial.

Nos demais casos em que o prefixo "sub-" se une a palavras iniciadas por quaisquer outras vogais ou consoantes, a regra geral determina a aglutinação direta, ou seja, o termo deve ser escrito junto, sem o sinal gráfico. É por isso que escrevemos subeditor, subavaliação, suboficial, subgerente, subdiretor e subdesenvolvido. Note-se que, mesmo quando a palavra seguinte começa com a letra "s", a junção é direta e sem hífen, como se constata em subsolo e subsecretário, sem a necessidade de duplicar a consoante.

Passando ao exame do prefixo "sob-", nota-se um comportamento bastante semelhante, porém com uma particularidade importante devido à raridade de formações com este elemento na língua contemporânea. O prefixo "sob-" exige o hífen obrigatoriamente quando o segundo elemento inicia-se pelas consoantes "b" ou "r", além da letra "h". O emprego do hífen diante do "r" justifica-se pela mesma necessidade de manter a estabilidade fonética da consoante vibrante, impedindo uma pronúncia distorcida do vocábulo. O exemplo mais clássico e evidente dessa ocorrência é a palavra sob-roda, empregada no contexto técnico e de transportes. Quando a palavra seguinte começa por qualquer outra consoante ou vogal, a regra padrão prevê a aglutinação sem a utilização do hífen.