A errata é um elemento pós-textual de extrema importância na consolidação de um trabalho científico de qualidade, atuando como um instrumento de transparência e responsabilidade acadêmica. Quando o autor ou a banca examinadora detecta incorreções de grafia, de cálculo ou mesmo de referenciação após a impressão ou a versão final homologada do documento, a confecção desse documento anexo torna-se indispensável. De acordo com as diretrizes de padronização nacional, esse elemento deve ser apresentado em folha avulsa, inserido logo após a folha de rosto, para que o leitor identifique prontamente as retificações necessárias antes de iniciar a leitura do texto principal. Para iniciar a elaboração desse documento, o revisor deve ter em mente que o rigor técnico e a clareza visual são fundamentais para preservar a credibilidade da pesquisa.
O cabeçalho da folha de errata deve iniciar com a identificação completa da obra, funcionando como uma referência bibliográfica tradicional que situa o leitor sobre qual documento está sendo retificado. Essa referência deve conter a autoria do trabalho, o título da obra de maneira destacada, o ano de publicação e a instituição de ensino onde a pesquisa foi defendida. Logo abaixo dessa identificação formal, centraliza-se a palavra errata com o devido destaque tipográfico que as normas recomendam. É nesse momento que a precisão cirúrgica do revisor se faz necessária, pois cada indicação de erro deve ser minuciosamente localizada para não gerar ainda mais confusão em quem manuseia o volume impresso.
A estruturação do conteúdo de retificação propriamente dito deve ocorrer por meio de um encadeamento lógico e textual direto, sem o uso de elementos visuais complexos que possam poluir o layout da página. O texto deve expor de forma contínua a localização precisa do erro, utilizando termos de referência espacial bem delimitados. O revisor deve indicar a página exata onde a falha se encontra, a linha específica em que o termo incorreto foi impresso, contando de cima para baixo ou de baixo para cima quando apropriado, para então apresentar o termo equivocado seguido imediatamente pela devida correção. O fluxo textual deve guiar o leitor de modo que ele leia a passagem original e compreenda instantaneamente a nova redação proposta, restabelecendo a exatidão científica do trabalho de forma limpa e direta.
O editor deste blog sugere a leitura dos livros:
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 24. ed. São Paulo: Cortez, 2016.
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PORTELA, Patrícia de Oliveira. Apresentação de trabalhos acadêmicos de acordo com as normas de documentação da ABNT: informações básicas. [Recurso digital], 2012.
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ISKANDAR, Jamil Ibrahim. Normas da ABNT: Comentadas para Trabalhos Científicos. 7. ed. Curitiba: Juruá Editora, 2019.
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MARTINS, Dileta Silveira; ZILBERKNOP, Lubia Scliar. Português Instrumental: De Acordo Com As Normas Atuais Da Abnt. 29. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
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BORGES, Maria Célia. A Construção de um Artigo Científico: Passo a Passo. 1. ed. São Paulo: Editora Ideias e Letras, 2023.
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AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION. Manual de publicação da APA: o guia oficial para o Estilo APA. Tradução de Daniel Bueno. 1. ed. Porto Alegre: Artmed, 2022.
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Graduado, mestre e doutor em Letras pela UFPB. Possui ainda formação em Psicanálise, especializações em Teoria Psicanalítica, Literatura Brasileira e Literatura Contemporânea. Atua, há mais de 5 anos, na editoração digital de periódicos científicos, bem como nos processos de revisão, adequação ABNT e diagramação de artigos científicos.