A inclusão de projetos de pesquisa e de extensão na Plataforma Lattes constitui um ato de registro e validação do fluxo de produção científica e acadêmica, submetido às diretrizes estruturais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Sob a perspectiva metodológica e epistemológica, a correta alimentação desse repositório digital assegura a rastreabilidade das atividades de investigação e de inserção social da universidade, permitindo a consolidação de indicadores institucionais e a avaliação de produtividade stricto sensu.
Para a inserção de um projeto de pesquisa, o pesquisador deve navegar até o macrofoco destinado aos projetos e selecionar o segmento correspondente à investigação científica. O preenchimento exige rigor conceitual, iniciando-se pela delimitação do título formal do projeto, o ano de início e, se aplicável, o ano de conclusão. Do ponto de vista teórico, o resumo deve sintetizar o problema de pesquisa, os objetivos gerais e a fundamentação metodológica que norteia o estudo. A Plataforma requer a discriminação da instituição executora e dos órgãos financiadores, diferenciando bolsas de produtividade de auxílios financeiros de agências de fomento, o que confere densidade institucional ao registro. Além disso, a configuração do corpo de colaboradores demanda a designação precisa do coordenador, responsável pela liderança intelectual e administrativa da pesquisa, e dos demais integrantes, classificando-os de acordo com suas titulações e funções operacionais. É fundamental associar palavras-chave e áreas do conhecimento predefinidas pela árvore do CNPq para garantir a indexação correta e a futura recuperação desses dados em buscas sistêmicas.
Por outro lado, os projetos de extensão, que traduzem a relação dialógica entre a academia e a sociedade por meio da transferência e coconstrução de saberes, possuem um tratamento que ressalta o impacto social e a integração comunitária. O percurso de inserção assemelha-se ao de pesquisa na interface inicial do sistema, mas bifurca-se na caracterização de sua natureza extensionista. O pesquisador deve registrar a denominação da ação, o período de vigência e uma descrição analítica que evidencie o público-alvo, as demandas sociais atendidas e a articulação com o ensino. A identificação das fontes de financiamento, sejam elas internas da instituição ou provenientes de editais públicos de extensão, é igualmente mandatória para validar a viabilidade econômica da proposta. Na composição da equipe, a indicação dos papéis desempenhados por discentes, docentes e membros da comunidade externa reforça o caráter interdisciplinar e a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. A indicação de produtos gerados, como relatórios técnicos, cartilhas ou oficinas, pode ser vinculada posteriormente em seções específicas de produção técnica, mas a célula geradora reside na correta formalização do projeto no módulo inicial.
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