Adjetivos são uma classe gramatical variável cuja função primária é atribuir qualidades, estados, características, modos de ser ou origens aos seres e objetos delimitados pelos substantivos. Sem a presença dos adjetivos, a linguagem seria meramente denotativa, ou seja, usada apenas em sentido literal, exclusivamente para a identificação do mundo ao nosso redor. É por meio dessa classe de palavras que o discurso ganha nuances, expressividade, julgamento de valor.
Morfologicamente, o adjetivo caracteriza-se por ser uma palavra flexível, adaptando-se em gênero e número ao substantivo com o qual se relaciona. Essa dependência sintática exige uma perfeita concordância nominal. Quando dizemos um aluno dedicado, o adjetivo assume a forma masculina e singular; já ao alterarmos o núcleo para o feminino e plural, temos alunas dedicadas, mostrando como a terminação adjetival se molda ao nome para manter a coesão da frase. Além das flexões de gênero e número, os adjetivos também variam em grau, permitindo intensificar ou comparar as qualidades atribuídas, como nas construções em que declaramos que uma matéria é facílima ou que um livro é mais interessante do que outro.
Quanto à sua formação estrutural, os adjetivos podem ser classificados de diversas formas. Dizemos que um adjetivo é simples quando possui apenas um radical, a exemplo da palavra azul, enquanto os adjetivos compostos apresentam dois ou mais radicais, como em uma expressão do tipo acordo sócio-econômico. Paralelamente, quanto à origem, o adjetivo pode ser primitivo, caso da palavra bom, ou derivado de outra palavra já existente, como ocorre no vocábulo bondoso, que deriva diretamente do substantivo bondade.
Existe ainda uma categoria especial denominada adjetivo pátrio ou pátrio-locativo, incumbida de indicar a nacionalidade, a origem geográfica ou a descendência de alguém ou de algo. Quando nos referimos a uma iguaria mineira, a um cidadão brasileiro ou a um texto português, estamos empregando termos que delimitam o local de origem do ser nomeado.
É igualmente importante destacar o papel da locução adjetival, que consiste na reunião de duas ou mais palavras desempenhando o exato papel de um adjetivo. Frequentemente formada por uma preposição aliada a um substantivo, a locução adjetival pode, em muitos casos, ser substituída por um adjetivo equivalente. Por exemplo, a expressão amor de mãe equivale semanticamente a amor materno, da mesma forma que um olhar de anjo traduz-se como um olhar angelical, e uma dor de dente é reconhecida como dor dental.
Atente-se para o fato de que a posição do adjetivo na frase pode alterar profundamente o significado da mensagem comunicada. Colocado costumeiramente após o substantivo, o adjetivo tende a desempenhar um papel puramente objetivo e descritivo. Todavia, quando anteposto ao nome, ele ganha uma carga subjetiva, afetiva ou figurada. A diferença entre dizer que conhecemos um homem grande e um grande homem exemplifica com clareza essa variação: no primeiro caso, a referência se faz à estatura física do indivíduo; no segundo, enaltece-se sua nobreza moral e importância social.
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