Agonia de um Philosopho (Eu, de Augusto dos Anjos)

Consulto o Phtah-Hotep. Leio o obsoleto
Rig-Veda. E, ante obras taes, me não consolo.
O Inconsciente me assombra e eu nelle rólo
Com a eólica fúria do harmatan inquieto!

Assisto agora á morte de um insecto!
Ah! todos os phenómenos do sólo
Parecem realisar de polo a polo
O ideal de Anaximándro de Mileto!

No hieratico areopágo heterogeneo
Das idéas, percorro como um genio
Desde a alma de Hɶckel á alma cenobial!

Rasgo dos mundos o velário espesso;
E em tudo, igual a Gɶthe, reconheço
O imperio da substancia universal!


O poema "Agonia de um Philosopho", faz parte da obra Eu, de Augusto dos Anjos, entrou em domínio público no contexto da Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

 

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Capa do livro Nome do Livro

Eu e outras poesias

por Augusto dos Anjos

📖 Páginas: 215 🏢 Editora: Martin Claret Minha Avaliação: 5/5

Publicada em 1912, “Eu e outras poesias” foi a única obra de Augusto dos Anjos, poeta que, vitimado pela pneumonia, viveu apenas até os 30 anos. Surgindo em um momento de transição, pouco antes da virada modernista de 1922, a obra de Augusto dos Anjos é classificada por alguns como simbolista – pela construção de imagens seqüenciais –, por outros como parnasiana – pela escrita formal – e por outros, ainda, como pré-modernista – pela época e pelo estilo inovador.

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Como referenciar este artigo no seu trabalho científico:
SILVA, Frederico de Lima. Agonia de um Philosopho (Eu, de Augusto dos Anjos). Blog Frederico Lima, 02/07/2026. Disponível em: <https://www.fredericolima.com.br/2026/07/agonia-de-um-philosopho.html>. Acesso em: ....

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