O que é FLEXÃO DE GÊNERO dos substantivos?

A flexão de gênero dos substantivos é o processo de mudar a forma de uma palavra para indicar se ela é masculina ou feminina. Na língua portuguesa, essa mudança pode ocorrer de diversas maneiras.

Tipos de Flexão de Gênero

1. Flexão por troca de vogal

É o caso mais comum, onde a vogal final do substantivo muda de -o para -a.

  • Menino → Menina

  • Aluno → Aluna

  • Gato → Gata

2. Flexão com alteração de sufixo

Alguns substantivos mudam a terminação da palavra por completo para indicar o gênero.

  • -ão, -oa ou -ona

    • IrmãoIrmã

    • PatrãoPatroa

    • SolteirãoSolteirona

  • -or-ora ou -triz

    • DoutorDoutora

    • AtorAtriz

  • -ês-esa

    • PortuguêsPortuguesa

3. Substantivos que usam palavras diferentes

Alguns substantivos possuem formas totalmente distintas para o masculino e o feminino.

  • HomemMulher

  • BoiVaca

  • PaiMãe

Casos Especiais

Substantivos Uniformes

São aqueles que possuem a mesma forma para ambos os gêneros. Eles são divididos em dois tipos:

  • Substantivos Epicenos: Usados para nomear animais e o gênero é especificado com as palavras "macho" ou "fêmea".

    • a cobra macho e a cobra fêmea

    • o jacaré macho e o jacaré fêmea

  • Substantivos Comuns de dois gêneros: A distinção de gênero é feita com o artigo (o, a) ou outro determinante. A palavra em si não muda.

    • o colega / a colega

    • o estudante / a estudante

  • Substantivos Sobrecomuns: A palavra tem um único gênero, independentemente do sexo da pessoa a que se refere.

    • a criança (pode ser um menino ou uma menina)

    • a vítima (pode ser um homem ou uma mulher)

A flexão de gênero, assim como a flexão de número (singular e plural), é uma das principais características dos substantivos na língua portuguesa.

A figura de linguagem COMPARAÇÃO


A Comparação é uma das figuras de linguagem mais simples e usadas. Ela consiste em estabelecer uma relação de semelhança (comparar) entre dois ou mais elementos (seres, objetos, fatos, ideias, etc.) que possuem características em comum.

O ponto crucial da Comparação é que ela utiliza elementos de conexão explícitos (os conectivos comparativos) para fazer essa ligação.

Estrutura da Comparação

A comparação sempre apresenta três elementos:

  1. Elemento A (o que está sendo comparado).

  2. Elemento B (com o que está sendo comparado).

  3. Conectivo Comparativo (a palavra que estabelece a relação).

Principais Conectivos Utilizados:

  • Como: (O mais comum)

  • Tal qual:

  • Igual a:

  • Que nem: (Mais informal)

  • Assim como:

  • Parece (com):

  • Semelhante a:

Exemplos Práticos

FraseAnálise
"Seu sorriso era como um raio de sol."Compara o Elemento A (sorriso) com o Elemento B (raio de sol) usando o conectivo como.
"Aquele lutador é forte tal qual um touro."Compara o Elemento A (lutador) com o Elemento B (touro) usando o conectivo tal qual.
"Seus olhos brilhavam que nem estrelas."Compara o Elemento A (olhos) com o Elemento B (estrelas) usando o conectivo que nem.

O que é SUBSTANTIVO?

Substantivo, elemento fundamental para a gramática, pois ele é a base para a construção de frases e orações, é a classe de palavras que dá nome a seres, objetos, lugares, sentimentos, qualidades e ideias. Ele é o núcleo do sintagma nominal (grupo de palavras que tem um substantivo como palavra principal).

Pense no substantivo como a palavra que "nomeia" algo.


Classificações do Substantivo

Os substantivos podem ser classificados de várias maneiras, dependendo de suas características. As classificações mais comuns são:

  1. Comum e Próprio:

    • Comum: Nomeia seres de forma genérica.

      • Exemplos: cidade, cachorro, país.

    • Próprio: Nomeia seres específicos, com inicial maiúscula.

      • Exemplos: Paris, Rex, Brasil.

  2. Simples e Composto:

    • Simples: Formado por apenas uma palavra.

      • Exemplos: sol, chuva, flor.

    • Composto: Formado por duas ou mais palavras.

      • Exemplos: girassol (gira + sol), guarda-chuva (guarda + chuva), couve-flor (couve + flor).

  3. Concreto e Abstrato:

    • Concreto: Nomeia seres que existem por si mesmos (ou que podemos imaginar com uma existência própria).

      • Exemplos: casa, mesa, fantasma, saci.

    • Abstrato: Nomeia sentimentos, estados, qualidades, ações ou ideias que dependem de outro ser para existir.

      • Exemplos: amor, saudade, beleza, corrida.

  4. Primitivo e Derivado:

    • Primitivo: Não deriva de nenhuma outra palavra da língua portuguesa.

      • Exemplos: pedra, livro, mar.

    • Derivado: Formado a partir de outra palavra.

      • Exemplos: pedreiro (de pedra), livraria (de livro), maré (de mar).

  5. Coletivo:

    • Nomeia um conjunto ou grupo de seres da mesma espécie.

      • Exemplos: cardume (conjunto de peixes), flora (conjunto de plantas), constelação (conjunto de estrelas).

Qual a diferença de uso entre POR QUE, POR QUÊ, PORQUE e PORQUÊ?

A resposta é mais simples do que você pensa.


POR QUE? Use para perguntas. 
Ex: Por que você não veio?

POR QUÊ? Use para perguntas no final da frase. 
Ex: Ele sumiu e não sei por quê.

PORQUE? Use para respostas. 
Ex: Não vim porque choveu.

PORQUÊ? Use como substantivo (sinônimo de "o motivo"). Sempre vem com artigo.

Ex: Não entendo o porquê disso.

O que é TRITONGO?

O tritongo é o encontro de três vogais que se encontram na mesma sílaba. A estrutura do tritongo é sempre a mesma: uma semivogal, uma vogal e outra semivogal.

Semivogal + Vogal + Semivogal

Para que o tritongo aconteça, todas as três vogais precisam ser pronunciadas na mesma emissão de voz e não podem ser separadas na divisão silábica.

Exemplos de Tritongo:

U-ru-guai: a sílaba "guai" é um tritongo, com o u (semivogal), o a (vogal) e o i (semivogal).


Pa-ra-guai: a sílaba "guai" é um tritongo.


en-xa-guei: a sílaba "guei" é um tritongo.


a-guei: a sílaba "guei" é um tritongo.


i-guais: a sílaba "guais" é um tritongo.

Qual a diferença de uso de MAU e MAL?

Nunca mais confunda!

MAL é o oposto de BEM. Se você consegue trocar, a palavra é essa. 

Ex: Ele canta mal. (Ele canta bem.)


MAU é o oposto de BOM. Se a troca faz sentido, use mau
Ex: Ele é um mau exemplo. (Ele é um bom exemplo.)

O que é DITONGO?

Ditongo é o encontro de duas vogais na mesma sílaba. Diferente do hiato, que separa as vogais, no ditongo elas permanecem juntas quando a palavra é dividida em sílabas.

Existem dois tipos principais de ditongo:

Ditongo crescente: quando o som da semivogal vem antes do som da vogal. O som "cresce" de uma vogal mais fraca (semivogal) para uma mais forte (vogal).

Exemplo: histó-ria (o "i" tem som de semivogal, e o "a" de vogal).

Outros exemplos: quase, roupa, lábio.


Ditongo decrescente: quando o som da vogal vem antes do som da semivogal. O som "decresce" de uma vogal mais forte (vogal) para uma mais fraca (semivogal).

Exemplo: pai (o "a" tem som de vogal, e o "i" de semivogal).

Outros exemplos: enxaguei, outro, caixa.

O que é HIATO?

O hiato é um termo da fonética que se refere ao encontro de duas vogais em sílabas diferentes. Isso acontece quando duas vogais, que normalmente seriam pronunciadas juntas, precisam ser separadas na divisão silábica.

Exemplos de hiato:

sa-ú-de: o "a" e o "u" são vogais, mas estão em sílabas diferentes.

ci-ú-me: o "i" e o "u" são vogais, mas estão em sílabas diferentes.

ra-i-nha: o "a" e o "i" são vogais, mas estão em sílabas diferentes.

O que é e quais são os tipos de ACENTO GRÁFICO?

Na escrita da língua portuguesa, a sílaba tônica de uma palavra pode ser indicada por meio de um sinal gráfico sobre uma vogal, denominado acento gráfico. Existem três tipos principais de acentos gráficos:

Acento Agudo (´): Usado sobre as vogais a, e, i, o, u para indicar que elas são a sílaba tônica e que a pronúncia é aberta.

Exemplos: so, ca, xi, ci, baú.


Acento Circunflexo (^): Usado sobre as vogais a, e, o para indicar que a sílaba tônica tem som fechado.

Exemplos: lâmpada, ssego, ro.


Acento Grave (`): Usado exclusivamente para indicar a crase, que é a fusão da preposição "a" com o artigo definido "a" (ou pronomes demonstrativos "aquele", "aquela", "aquilo").

Exemplos: 
Eu vou à praia. 
Ela fui àquele lugar.

Além desses, existem outros sinais diacríticos que não são acentos, mas que alteram a pronúncia das palavras:

Til (~): Usado sobre as vogais a e o para indicar som nasal.

Exemplos: maçã, coração, limões.

Trema (¨): Antigamente usado sobre o u em palavras como "linguiça" e "bilíngue" para indicar que a vogal deveria ser pronunciada. Com a reforma ortográfica, seu uso foi praticamente eliminado, exceto em nomes próprios estrangeiros, nos quais o sinal deve ser mantido.

Qual a diferença entre ACENTO GRÁFICO e ACENTO TÔNICO

A principal diferença entre acento gráfico é visual (escrito) e o acento tônico é sonoro (falado). Eles estão relacionados, mas não são a mesma coisa.

Acento Tônico

O acento tônico é a sílaba de uma palavra que é pronunciada com mais intensidade, ou seja, com mais força. Toda palavra com mais de uma sílaba possui um acento tônico. É o ritmo natural da língua portuguesa.

Exemplos:

Em "caminhar", a sílaba tônica é -nhar.

Em "bonito", a sílaba tônica é -ni-.

Em "lâmpada", a sílaba tônica é lâm-.


Acento Gráfico

O acento gráfico é o sinal que colocamos sobre uma vogal para indicar a sílaba tônica de uma palavra, seguindo regras específicas da ortografia. Nem todas as palavras com acento tônico recebem acento gráfico, apenas as que a norma padrão exige.

Exemplos:

Em "ca", o acento agudo (´) indica que a sílaba tônica é -fé.

Em "ra", o acento circunflexo (^) indica que a sílaba tônica é pê-.

Em "xi", o acento agudo (´) indica que a sílaba tônica é tá-.

Como é o emprego da letra X?

A letra X tem um emprego com regras mais complexas e pode representar diferentes sons, o que muitas vezes causa confusão.

Veja as principais regras e usos da letra x:

Com som de CH

O x é usado para representar o som de CH em diversas palavras, especialmente em termos de origem indígena ou africana e também após a sílaba en-.

Enxame

Enxoval

Xampu

Xarope

Abaixo (o x tem o som de ch)


Com som de CS ou Z

O x pode ter som de KS ou Z em algumas palavras, principalmente em prefixos como ex- e ax-.

xi (som de ks)

Exercício (som de z)

Axila (som de ks)

Exame (som de z)


Com som de S ou SS

Em certas palavras, o x tem o som de S ou SS, como em:

Auxiliar (som de ss)

ximo (som de ss)

Próximo (som de ss)


Depois da inicial ME

Mexilhão

xico

Mexerico

Mexerica

Mecha e mechar são alguma exceções.

SIGMUND FREUD: o pai da PSICANÁLISE e o INCONSCIENTE


Falar de Sigmund Freud (1856–1939) não é apenas falar sobre o criador de uma nova abordagem terapêutica, mas sobre um dos pensadores mais influentes da história moderna. Assim como Copérnico retirou a Terra do centro do universo e Darwin retirou o homem do centro da criação divina, Freud desferiu a "terceira ferida narcísica" da humanidade: ele retirou a consciência do centro do psiquismo humano, revelando que "o Eu não é senhor em sua própria casa".

Quem foi Sigmund Freud?

Nascido em Freiberg (na época Império Austríaco, hoje República Tcheca), Sigmund Freud mudou-se para Viena aos quatro anos, cidade onde passaria a maior parte de sua vida. Médico neurologista por formação, Freud era um cientista rigoroso, inicialmente dedicado à pesquisa em neuroanatomia e ao estudo das propriedades da cocaína (antes que seus efeitos viciantes fossem conhecidos).

No entanto, o seu interesse clínico começou a se deslocar dos tecidos nervosos para os processos mentais invisíveis. Durante sua residência em Paris com Jean-Martin Charcot e sua colaboração com Josef Breuer, Freud percebeu que muitos dos sofrimentos humanos, especialmente na histeria, não tinham uma base orgânica visível. Esse foi o ponto de partida para a criação da Psicanálise.

O Inconsciente: A Revolução da Cartografia Mental

A maior contribuição de Freud para as ciências da mente foi a formalização do conceito de Inconsciente. Embora a ideia de pensamentos "escondidos" já existisse na filosofia e na literatura, Freud foi quem transformou o inconsciente em um objeto de estudo científico e clínico.

Ele propôs que a mente não é composta apenas pelo que percebemos (o consciente), mas que existe uma vasta região habitada por desejos reprimidos, memórias traumáticas e impulsos instintivos que governam nossas ações sem que percebamos. Para Freud, os sonhos, os atos falhos (como trocar um nome por outro) e os próprios sintomas neuróticos são "mensagens" desse inconsciente tentando emergir.

O Modelo Estrutural da Mente: Id, Ego e Superego

Ao longo de sua obra, Freud refinou a descrição da mente humana. Seu modelo mais famoso, a chamada Segunda Tópica, divide o aparelho psíquico em três instâncias em constante conflito:

  • Id: O reservatório dos impulsos biológicos e desejos inconscientes. É regido pelo "princípio do prazer", buscando satisfação imediata sem considerar as consequências.
  • Ego (Eu): A parte da mente que lida com a realidade. Ele tenta mediar as exigências irracionais do Id e as proibições do Superego, buscando um equilíbrio saudável.
  • Superego: A internalização das normas morais, sociais e das figuras de autoridade. É o "juiz" interno que gera culpa e ideais.

A importância desse modelo reside no reconhecimento de que o sofrimento mental é o resultado de um conflito dinâmico. A mente não é estática; ela é uma arena onde forças opostas lutam pelo controle, e a "saúde mental" seria a capacidade do Ego de navegar entre essas pressões.

A Sexualidade Infantil e o Complexo de Édipo

Um dos aspectos mais polêmicos, e fundamentais, da teoria freudiana foi a descoberta da sexualidade infantil. Freud chocou a sociedade vienense ao afirmar que as crianças não são seres "assexuados", mas que possuem uma libido (energia vital/sexual) que se desenvolve em fases: oral, anal, fálica, latência e genital.

Dentro dessa evolução, surge o Complexo de Édipo, inspirado na tragédia grega de Sófocles. Freud postulou que, na infância, a criança desenvolve desejos ambivalentes em relação aos pais (atração por um e rivalidade com o outro). A forma como esse conflito é resolvido é determinante para a formação da personalidade adulta e para a escolha do objeto de amor. Essa teoria foi crucial para as ciências da mente ao destacar que os primeiros anos de vida são os alicerces de toda a estrutura psíquica subsequente.

A Importância de Freud para as Ciências da Mente

O legado de Freud ultrapassa as paredes do consultório. Sua importância para as ciências da mente pode ser resumida em pilares que ainda sustentam a psicologia e a psiquiatria modernas:

1. A Invenção da Psicoterapia Moderna

Antes de Freud, as doenças mentais eram tratadas com métodos invasivos (confinamento, hidroterapia, choques) ou apenas catalogadas. Freud introduziu o método da associação livre e a "cura pela fala". Ele deu voz ao paciente, tratando-o como um sujeito com uma história pessoal única, e não apenas como um organismo defeituoso. Quase todas as formas modernas de psicoterapia descendem, direta ou indiretamente, dessa inovação.

2. O Estudo dos Mecanismos de Defesa

Freud (e mais tarde sua filha, Anna Freud) descreveu como a mente se protege da dor e da angústia através de mecanismos como a negação, o recalque, a projeção e a sublimação. Esse vocabulário é hoje essencial para psiquiatras e psicólogos de todas as linhas para entender como os pacientes lidam com o estresse e o trauma.

3. A Análise dos Sonhos e do Simbolismo

Em sua obra-prima, A Interpretação dos Sonhos (1900), Freud demonstrou que as produções da mente humana não são aleatórias. Ele deu dignidade científica à subjetividade, mostrando que os sonhos possuem uma lógica própria e são a "estrada real para o inconsciente". Isso abriu portas para a neurociência moderna investigar as funções do sono e do processamento de memórias.

4. A Psicossomática

Ao observar como conflitos mentais se transformavam em sintomas físicos (conversão), Freud lançou as bases para a medicina psicossomática. Ele provou que a mente e o corpo são indissociáveis, influenciando a forma como a medicina hoje compreende o impacto do estresse e das emoções nas doenças orgânicas.

Críticas e Atualidade

É importante notar que muitas das teorias biológicas de Freud foram superadas pelo avanço da neurociência e da endocrinologia. Críticos apontam o seu excessivo foco no sexo ou o caráter menos "mensurável" de suas teorias. No entanto, o núcleo de sua obra permanece sólido: a ideia de que somos motivados por forças que não conhecemos inteiramente e que nossa história infantil nos molda.

Hoje, a neurociência moderna, ao estudar o processamento implícito de informações e as funções do sistema límbico, frequentemente "redescobre" conceitos que Freud já descrevia em termos clínicos. Ele não foi apenas um médico; foi um explorador da subjetividade.

Conclusão: O Legado de um Visionário

Sigmund Freud transformou o ser humano em um objeto de autoexame constante. Ele nos deu as ferramentas para entender que nossas falhas, nossos medos e até nossos sonhos têm significado. Sua importância para as ciências da mente é comparável à de Newton para a física: ele forneceu as leis fundamentais de um universo que, antes dele, era puro caos.

Graças a Freud, a humanidade aprendeu que o autoconhecimento é o caminho para a liberdade. Ele nos ensinou que, embora sejamos prisioneiros de nossa história e de nosso inconsciente, a fala e a análise podem nos oferecer a chave para uma vida com menos repetição e mais autonomia.

Sugestão de leitura sobre essa temática

Freud: uma vida para o nosso tempo

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O que é FLEXÃO DE NÚMERO dos substantivos?

A flexão de número dos substantivos é a mudança de forma que a palavra sofre para indicar se ela se refere a um único ser (singular) ou a mais de um (plural).

Na língua portuguesa, a regra geral para formar o plural é adicionar a letra -s ao final da palavra. No entanto, existem diversas outras regras e exceções que dependem da terminação do substantivo.

Principais Regras de Flexão de Número

  1. Substantivos terminados em vogal, ditongo oral ou -ão:

    • Adiciona-se -s.

    • cama → camas

    • pão → pãos

    • chapéu → chapéus

    • OBS: Alguns substantivos terminados em -ão têm plural em -ões ou -ães. Ex: balão → balões; cão → cães.

  2. Substantivos terminados em -r ou -z:

    • Adiciona-se -es.

    • flor → flores

    • luz → luzes

  3. Substantivos terminados em -s ou -x:

    • Se a palavra for oxítona (última sílaba tônica), adiciona-se -es.

      • país → países

      • inglês → ingleses

    • Se for paroxítona (penúltima sílaba tônica) ou proparoxítona (antepenúltima sílaba tônica), a palavra é invariável (não muda).

      • o pires → os pires

      • o ônibus → os ônibus

  4. Substantivos terminados em -al, -el, -ol, -ul:

    • Troca-se o -l por -is.

    • jornal → jornais

    • anzol → anzois

    • OBS: Substantivos terminados em -il seguem regras diferentes:

      • Oxítonas trocam -il por -is. Ex: barril → barris.

      • Paroxítonas trocam -il por -eis. Ex: fóssil → fósseis.

  5. Substantivos terminados em -m:

    • Troca-se o -m por -ns.

    • jardim → jardins

    • álbum → álbuns

Casos Especiais

  • Substantivos Composto: A flexão de número em substantivos compostos pode variar bastante, dependendo da forma como são construídos (ex: couve-flor → couves-flores; guarda-chuva → guarda-chuvas).

  • Substantivos que não variam: Algumas palavras não mudam de forma no plural, como os já mencionados terminados em -s ou -x (quando paroxítonos ou proparoxítonos), além de outros, como o tóraxos tórax.

Como é empregada a letra H?

A letra h tem um emprego bem específico na língua portuguesa, pois ela não representa um som por si só. A gente costuma dizer que o h é uma letra "muda" no início das palavras.

Veja as principais regras e usos da letra h:

No início de palavras

Ela é usada em palavras de origem latina ou grega, como:

Hábito

Harmonia

Herói

Homem

História


Nos dígrafos

O h é fundamental para formar os dígrafos ch, lh e nh, que representam um único som na pronúncia. Sem o h, a gente não teria palavras como:

Chave

Folha

Ninho


Em interjeições

O h também aparece em algumas interjeições para expressar emoção, como:

Ah! (surpresa, admiração)

Oh! (espanto)

Ih! (desânimo, desprezo)


Em compostos com o hífen

Ela é usada quando a segunda palavra do composto começa com h e a primeira termina com vogal. Nesses casos, o hífen é obrigatório:

Super-homem

Anti-higiênico

Pré-história


Como são empregadas as letras K, W e Y?

As letras k, w e y foram oficialmente incorporadas ao alfabeto da língua portuguesa com o Novo Acordo Ortográfico. Elas não são de origem portuguesa, mas já eram amplamente usadas, principalmente em palavras de origem estrangeira.

Veja como elas são empregadas:

Nomes próprios: São usadas para grafar nomes de pessoas e lugares, como Katrina, Wagner e Yasmin. Também são usados em derivações desses nomes: Kant - kantiano

Abreviaturas e símbolos: São empregadas em unidades de medida e símbolos científicos, como km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt), Yd (jarda).

Palavras de origem estrangeira: Aparecem na escrita de palavras que vêm de outros idiomas e que já fazem parte do nosso vocabulário, como show, know-how, yakisoba e marketing.

Neologismos: São usadas em palavras recém-criadas que misturam elementos de idiomas estrangeiros, como em nomes de marcas e produtos.


Particularidade do W

A letra W tem um comportamento particular. Ela pode ter som de V ou de U, dependendo da origem da palavra.

Som de V: Em nomes de origem germânica, como Wagner, Walter ou Wolfgang.

Som de U: Em palavras de origem inglesa, como show, hardware e software.

O que é ORTOGRAFIA?

Ortografia é o conjunto de regras que definem a maneira correta de escrever as palavras de uma língua. Ela se baseia em convenções sociais e históricas e abrange aspectos como a acentuação, o uso de letras maiúsculas e minúsculas, a pontuação, o emprego de certas letras (como s, z, c e ç) e a divisão silábica.

Dominar a ortografia é fundamental para uma comunicação escrita clara e eficaz, pois garante que as palavras sejam compreendidas da mesma forma por todos os falantes. A ortografia ajuda a evitar ambiguidades e erros de interpretação, e é um dos pilares da norma culta da língua, que é a variedade linguística considerada padrão e mais formal.

A língua portuguesa compreende vinte e seis letras. São elas: 

a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, z, y. 

O que é HIPONÍMIA?

Hiponímia é uma relação semântica entre palavras, na qual o significado de uma palavra mais específica (hipônimo) está contido no significado de uma palavra mais genérica (hiperônimo). Ou seja, o hipônimo é um membro de uma categoria mais ampla.

Exemplos:

Hipônimos: vermelho, azul e verde

Hiperônimo: cor


Hipônimos: Rosa, tulipa e girassol

Hiperônimo: flor

O que é HIPERONÍMIA?

Hiperonímia é uma relação semântica que existe entre palavras, onde uma palavra de sentido mais amplo (o hiperônimo) inclui o significado de outra palavra de sentido mais específico (o hipônimo). Em outras palavras, o hiperônimo é a categoria geral, e o hipônimo é um membro dessa categoria.

Exemplos:

A palavra "animal" é um hiperônimo para "cachorro", "gato", "leão", etc.

"Animal" é a categoria geral.

"Cachorro", "gato" e "leão" são os membros dessa categoria, ou seja, os hipônimos.

A palavra "fruta" é um hiperônimo para "maçã", "banana", "laranja", etc.

"Fruta" é a categoria geral.

"Maçã", "banana" e "laranja" são os membros, portanto, os hipônimos.

O que é POLISSEMIA?

Polissemia é a propriedade de uma palavra ter múltiplos significados. A polissemia se refere a uma única palavra que pode ser usada em diferentes contextos para expressar ideias distintas, mas relacionadas.

O prefixo "poli-" significa "muitos" e "semia" vem de "semântica", que é o estudo dos significados. Assim, polissemia é a "multiplicidade de significados".

Exemplos: 

"Manga"

Manga de uma blusa (parte da roupa que cobre o braço)

Manga de um saco (parte por onde se pega)

Manga (fruta tropical) - o nome da fruta deriva de sua forma.


"Céu":

O céu (o espaço acima da Terra)

O céu (a morada de Deus e dos anjos na religião)

O céu da boca (o palato, parte superior da cavidade bucal)


"Linha":

Linha de costura (fio fino para costurar)

Linha de pesca (fio para pescar)

Linha de metrô (trajeto)

Linha de crédito (limite de um empréstimo)

Ele tem uma linha de raciocínio (pensamento)

O que são PARÔNIMOS?

Parônimos são palavras que têm grafia e pronúncia semelhantes, mas significados totalmente diferentes. Eles são uma fonte comum de confusão, pois a semelhança sonora e visual pode levar ao uso incorreto.

A principal diferença entre parônimos e homônimos é que os homônimos são idênticos em pronúncia ou grafia, enquanto os parônimos são apenas parecidos.

Exemplos

Absolver (perdoar, inocentar) vs. Absorver (sugar, assimilar)

O juiz decidiu absolver o réu.

A esponja consegue absorver muita água.

Comprimento (extensão, tamanho) vs. Cumprimento (saudação, realização)

Qual o comprimento da mesa?

Ele me deu um cumprimento de cabeça.

Infligir (aplicar pena ou castigo) vs. Infringir (transgredir, desobedecer)

O professor decidiu infligir uma punição ao aluno.

Não devemos infringir as regras de trânsito.

Tráfego (fluxo de veículos) vs. Tráfico (comércio ilegal)

O tráfego está muito intenso hoje.

A polícia combate o tráfico de drogas.

Dispensar (abrir mão, desobrigar) vs. Despensar (tirar da dispensa, lugar onde se guarda mantimentos)

Posso dispensar a sua ajuda, obrigado.

Ela foi à dispensa pegar os mantimentos.

O que são HOMÔNIMOS?

Homônimos são palavras que têm a mesma grafia e/ou a mesma pronúncia, mas significados diferentes. É o que causa confusão em muitas conversas e textos, já que o sentido da palavra só pode ser compreendido pelo contexto.

Existem três tipos de homônimos:

1. Homógrafos (mesma grafia, mas pronúncia e significado diferentes)

Essas palavras são escritas da mesma forma, mas a pronúncia muda dependendo do significado.

"Manga":

A manga da camisa (vestuário)

A manga da árvore (fruta)


"Colher":

Colher (verbo de pegar)

A colher (substantivo, o talher)


2. Homófonos (mesma pronúncia, mas grafia e significado diferentes)

Essas palavras são pronunciadas da mesma forma, mas a escrita e o significado são diferentes.

"Coser" (costurar) e "cozer" (cozinhar)

"Cesta" (recipiente de vime) e "sexta" (o sexto dia da semana)

"Censo" (contagem populacional) e "senso" (juízo, bom senso)


3. Perfeitos (mesma grafia e pronúncia, mas significados diferentes)

Essas palavras são escritas e pronunciadas da mesma forma, mas os significados variam.

"Rio":

O rio (curso de água)

Eu rio (verbo rir no presente)


"Banco":

O banco (instituição financeira)

O banco (assento)

Em resumo, a chave para entender o significado de um homônimo é sempre prestar atenção ao contexto em que a palavra é usada.

O que são ANTÔNIMOS?

Antônimos são palavras que têm significados opostos ou contrários. Eles são o exato oposto dos sinônimos. Usar antônimos é útil para criar contrastes, expressar ideias opostas e dar mais clareza a uma frase.

Exemplos:

Claro: escuro

Alto: baixo

Frio: quente

Rico: pobre

Feliz: triste

Assim como nos sinônimos, o contexto é fundamental. A palavra "claro", por exemplo, pode ter como antônimos "escuro" (quando se refere à luz) ou "complicado" (quando se refere a uma explicação).

O que são SINÔNIMOS?

Sinônimos são palavras que têm significados iguais ou parecidos. Eles são usados para evitar a repetição de palavras em um texto ou fala, tornando a comunicação mais rica e variada.

Exemplos:

Feliz: alegre, contente, jubiloso

Bonito: belo, formoso, atraente

Casa: lar, moradia, residência

Rápido: veloz, ágil, ligeiro

O que é ORAÇÃO?

Oração é um enunciado linguístico que se desenvolve a partir de um verbo ou de uma locução verbal.

Exemplos:

Ele gosta de carne moída.

Ele deverá gostar de carne moída.


O que é FRASE?


Frase é um enunciado linguístico dotado de sentido completo, ou seja, que possui sentido fechado em si mesmo.

Exemplos:

Ai!

Sempre estudo para as provas.


 

O que é Significante e Significado?

Os termos significado e significante são conceitos fundamentais propostos pelo linguista suíço Ferdinand de Saussure. Eles formam a base do que ele chamou de signo linguístico, que é a unidade fundamental da linguagem.

O significante é a parte material ou física do signo. É a imagem acústica (som da palavra) ou a forma gráfica (escrita) que percebemos com nossos sentidos.

Pense, por exemplo, na palavra "árvore". O significante é a sequência de sons que você ouve (/ár-vo-re/) ou a sequência de letras que você lê (a-r-v-o-r-e). Ele não é a coisa em si, mas a representação perceptível dela.

O significado, por sua vez, é o conceito ou a ideia mental que o significante evoca em nossa mente. É a parte abstrata do signo.

No mesmo exemplo, o significado da palavra "árvore" é a ideia de uma planta alta, com tronco, galhos e folhas, que você tem na sua cabeça. O significado não é a árvore real do seu jardim, mas a representação mental generalizada que a palavra evoca, ou seja, a representação possível dessa ideia.