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| Professor de Língua Portuguesa escrevendo em um quadro |
A palavra serendipidade é um neologismo fascinante no português contemporâneo, que traduz um conceito único do campo do conhecimento e das descobertas humanas. O termo deriva diretamente do inglês serendipity, criado em 1754 pelo escritor britânico Horace Walpole em uma carta a um amigo. Walpole inspirou-se no conto persa Os Três Príncipes de Serendip, cujos protagonistas realizavam constantemente descobertas valiosas por acaso e sagacidade.
Radical e idioma de origem: O nome Serendip (ou Serendib) era a denominação antiga dada pelos comerciantes árabes e persas à ilha do Ceilão, atual Sri Lanka (termo originado do sânscrito Simhaladvipa, "ilha dos leões"). O vocábulo ingressou no português por empréstimo do inglês, recebendo o sufixo -idade para formar o substantivo abstrato, descrevendo a faculdade ou o ato de realizar achados afortunados e imprevistos.
Separação silábica, classificação e tonicidade
Divisão em sílabas: se-ren-di-pi-da-de.
Número de sílabas: Possui 7 sílabas, sendo classificada como uma palavra polisílaba.
Tonicidade: A sílaba tônica é a penúltima (da), o que a classifica gramaticalmente como uma palavra paroxítona.
Classe gramatical
Substantivo feminino abstrato.
Flexão de número: O plural é serendipidades, embora o uso no singular seja predominante por designar um conceito abstrato.
Sinônimos e equivalentes de sentido
Acaso afortunado
Descoberta acidental
Sorte
Dita
Imprevisto feliz
Sagacidade casual
Utilização em frases
A descoberta da penicilina por Alexander Fleming é frequentemente citada como um dos exemplos mais clássicos de serendipidade na história da ciência.
O encontro entre os dois cientistas na conferência resultou em uma incrível serendipidade, dando origem a uma parceria de grande sucesso.
Procurávamos apenas um livro antigo na biblioteca, mas a serendipidade nos fez encontrar uma carta histórica inédita dentro do exemplar.
Referências Bibliográficas
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 40. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2024.
Comprar na AmazonBECHARA, Evanildo. Gramática Escolar da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2018.
Comprar na AmazonCEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa: Edição com gabarito. 49. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2020.
Comprar na AmazonCUNHA, Celco; CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 8. ed. Rio de Janeiro: Editora Lexikon, 2025.
Comprar na AmazonHOUAISS, Antônio. Pequeno Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. 1. ed. São Paulo: Editora Moderna, 2015.
Comprar na AmazonLIMA, Carlos Henrique da Rocha. Gramática normativa da língua portuguesa. Rio de Janeiro: José Olympio, 2010.
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