A Plataforma Lattes, instituída e mantida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), consolida-se como o padrão nacional de registro da trajetória de estudantes, docentes e pesquisadores no Brasil. Ela cumpre um papel duplo na infraestrutura da ciência brasileira: funciona simultaneamente como um portfólio individual de mérito acadêmico e como um banco de dados relacional que subsidia a avaliação de programas de pós-graduação e a concessão de auxílios e bolsas de fomento. A criação de um perfil nessa base de dados pressupõe um processo de cadastramento estruturado e validado, que exige do ingressante o fornecimento metódico de informações pessoais, institucionais e de produção intelectual.
O percurso inicial para o estabelecimento desse registro ocorre obrigatoriamente no portal eletrônico da plataforma, onde o usuário inicia o fluxo de inserção cadastral por meio da criação de novas credenciais de acesso baseadas no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). A primeira etapa procedimental consiste na validação da identidade do proponente, um mecanismo de segurança projetado para evitar a duplicidade de registros e assegurar a integridade dos dados governamentais. Após essa verificação primordial, o sistema solicita dados básicos de identificação e o registro de uma senha pessoal, configurando o núcleo de autenticação que permitirá modificações futuras no currículo.
Uma vez estabelecida a autenticação, o fluxo metodológico direciona o usuário para o preenchimento de suas informações de contato e localização geográfica. Esse bloco abrange dados residenciais ou profissionais, sendo o endereço de vínculo institucional o mais indicado para indivíduos que já possuem inserção ativa em entidades de pesquisa ou ensino. Em seguida, a plataforma exige o detalhamento da formação acadêmica e profissional, segmento crucial onde o ingressante deve registrar seus títulos em ordem cronológica de obtenção. Para os que estão iniciando a trajetória universitária, o registro da graduação em andamento e da instituição de ensino superior constitui a base estrutural que valida sua condição de estudante-pesquisador.
A etapa subsequente envolve a declaração da atuação profissional e das linhas de pesquisa de interesse científico do cadastrado. Mesmo diante de uma carreira acadêmica incipiente, as atividades de monitoria, iniciação científica ou projetos de extensão devem ser devidamente registradas, vinculando o perfil a uma ou mais subáreas do conhecimento conforme a tabela de áreas do CNPq. Essa categorização é de suma importância para a indexação correta do pesquisador nas ferramentas de busca interna da plataforma, facilitando sua localização por agências de fomento ou potenciais colaboradores em projetos multidisciplinares.
Por fim, o encerramento do processo inicial exige a revisão criteriosa de todos os campos preenchidos e a submissão formal dos dados à base do CNPq. É importante salientar que o Currículo Lattes não se torna visível imediatamente após a conclusão do preenchimento, pois o sistema opera sob uma rotina interna de validação e processamento de dados que costuma levar até vinte e quatro horas para ser concluída. Após esse período de latência técnica, o currículo é publicado e recebe um identificador único de dezesseis dígitos, conhecido como link permanente do Lattes, o qual servirá como o documento oficial de identidade científica do pesquisador perante a comunidade acadêmica nacional.
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FACHIN, Gleisy Regina Bories; HILLESHEIM, Araci Isaltina de Andrade. Periódico Científico: Padronização e Organização. 1ª Ed. Florianópolis: Editora UFSC, 2006.
Ver na AmazonKOLLER, Sílvia H.; COUTO, Maria Clara Pinheiro de Paula; HOHENDORFF, Jean Von. Manual de Produção Científica. 1ª Ed. Porto Alegre: Penso, 2014.
Ver na AmazonGONÇALVES, Hortência de Abreu. Manual de artigos científicos. 2ª Ed. São Paulo: Editora Avercamp, 2013.
Ver na AmazonAQUINO, Italo de Souza. Como escrever artigos científicos: Sem arrodeio e sem medo da ABNT. 9ª Ed. Campinas-SP: Saraiva Uni, 2012.
Ver na AmazonISKANDAR, Jamil Ibrahim. Normas da ABNT. 2ª Ed. Curitiba: Juruá, 2005.
Ver na AmazonPAULA, Marlúbia Corrêa de; RAMOS, Maurivan Güntzel; LIMA, Valderez Marina do Rosário. (Orgs.). Métodos de Análise em Pesquisa Qualitativa. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2019.
Ver na AmazonYIN, Robert K. Pesquisa Qualitativa do Início ao Fim. [Tradução de Dirceu da Silva Daniel Bueno]. 1ª Ed. Porto Alegre: Penso, 2016.
Ver na AmazonAMADEU, Maria Simone Utida dos Santos et al. Manual de normalização de documentos científicos: De acordo com as normas da ABNT. Curitiba: Editora UFPR, 2015.
Ver na AmazonOLIVEIRA, Jorge Leite de. Técnicas de redação e de pesquisa científica. Petrópolis-RJ: Editora Vozes, 2014.
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