A palavra bagatela é um substantivo feminino que integra o léxico da língua portuguesa para designar algo de pouco valor, uma ninharia ou um assunto sem importância. No cotidiano, o termo transita entre o sentido literal, referindo-se a objetos baratos ou quantias irrisórias, e o sentido figurado, indicando situações triviais ou problemas desprezíveis.
Análise Linguística e Estrutural
Do ponto de vista da etimologia, a palavra tem origem no italiano bagatella, que por sua vez deriva de bagata, uma variante de baca (bagos ou pequenas esferas), reforçando a ideia de algo miúdo e de escassa relevância. Quanto à sua classe gramatical, trata-se de um substantivo comum sobrecomum feminino.
A divisão silábica de bagatela é ba-ga-te-la, classificando-a como uma palavra polissílaba e paroxítona, uma vez que a penúltima sílaba é a tônica. No que tange à flexão de número, o seu plural é formado regularmente pela adição do sufixo "s", resultando em bagatelas.
Campo Semântico
No universo dos sinônimos, bagatela pode ser substituída por termos como ninharia, insignificância, vulgaridade, questiúncula, quinquilharia ou futilidade. Já no campo dos antônimos, a palavra opõe-se a conceitos como preciosidade, fortuna, vulto, relevância, importância ou essencialidade.
Vale destacar que, no Direito Penal, existe o chamado Princípio da Insignificância (ou Princípio da Bagatela), que prega que a lei não deve se ocupar de condutas que produzem lesões ínfimas ao bem jurídico tutelado, como o furto de um objeto de valor irrisório.
Exemplos de Utilização
O colecionador conseguiu adquirir a rara moeda antiga por uma bagatela, aproveitando-se do desconhecimento do vendedor sobre o valor real da peça.
Não devemos perder tempo discutindo essa bagatela enquanto existem problemas estruturais urgentes que demandam nossa atenção imediata.
A reforma do jardim custou uma bagatela comparada ao orçamento previsto inicialmente para a restauração completa da fachada da casa.
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