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12/09/2026

Qual a regra de acentuação das paroxítonas na Língua Portuguesa?

Na Língua Portuguesa, a grande maioria dos vocábulos pertence a categoria das paroxítonas. Por essa razão, o sistema ortográfico segue uma lógica bastante econômica: como a maioria das palavras é paroxítona, toda aquela que termina com as vogais mais comuns não recebem acento gráfico, enquanto aquelas com terminações menos frequentes devem ser obrigatoriamente acentuadas.

Isso significa que não se acentuam as paroxítonas terminadas nas vogais simples a, e e o, seguidas ou não de s, tampouco as terminadas em am, em e ens. Palavras como casa, mesa, livro, jovens, garagem e item não recebem acento justamente porque seguem esse padrão natural do idioma. Em contrapartida, quando a palavra paroxítona termina em qualquer outra terminação, o acento gráfico torna-se obrigatório para sinalizar que a tonicidade permanece na penúltima sílaba e não migrou para a última.

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Entre as terminações que exigem o acento nas paroxítonas, destacam-se as palavras finalizadas em r, l, n e x. O vocábulo caráter, por exemplo, recebe acento agudo por ser uma paroxítona terminada em r. O mesmo raciocínio aplica-se a fácil e incrível, que terminam em l, a hífen e próton, terminadas em n, e a tórax e fênix, que possuem a terminação x. Vale notar uma peculiaridade importante quanto às palavras terminadas em n: embora o singular hífen seja acentuado, o seu plural hifens não recebe acento, pois passa a se enquadrar na terminação ens, que é isenta de acentuação.

Outro grupo relevante de paroxítonas acentuadas abrange as palavras terminadas nas vogais i e u, seguidas ou não de s, bem como as terminadas em um e uns. Exemplos claros dessa aplicação são os vocábulos júri, táxi, lápis, vírus, álbum e álbuns. Nesses casos, a presenças dessas vogais na posição final rompe a expectativa do padrão comum e exige a marcação gráfica da penúltima sílaba.

Além disso, as paroxítonas terminadas em ditongos orais, sejam eles crescentes ou decrescentes, seguidos ou não de s, também devem ser acentuadas graficamente. Essa é uma das regras mais recorrentes no uso cotidiano da língua. Palavras como história, água, família, colégio, mágoa, vácuo e fêmea exemplificam o uso do acento gráfico diante de ditongos crescentes finais. Da mesma forma, palavras como dócil e fáceis seguem a diretriz da preservação da tonicidade sobre o ditongo. Ao mesmo tempo, as palavras terminadas em ão, ãos, ã e ãs também recebem acento, como se observa em bênção, órfão, ímã e órfãs, nas quais o til marca a nasalidade da vogal final enquanto o acento circunflexo ou agudo indica a sílaba tônica paroxítona.

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Também se acentuam as paroxítonas terminadas em ps, como nas palavras bíceps, tríceps e fórceps, que apresentam uma estrutura silábica atípica para o português. É preciso salientar também as regras especiais que envolvem os hiatos: as vogais i e u tónicas das palavras paroxítonas recebem acento quando formam hiato com a vogal anterior e estão sozinhas na sílaba ou acompanhadas de s, como ocorre em saída, saúde, gaúcho e faísca.

Também vale destacar o fato de que, com o Acordo Ortográfico, os ditongos abertos ei e oi nas palavras paroxítonas deixaram de ser acentuados. Palavras que antigamente recebiam acento gráfico, como ideia, assembleia, heroico, jiboia e paranoia, hoje são grafadas sem nenhum tipo de acento, embora mantenham exatamente a mesma pronúncia aberta.

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