Essa é uma daquelas dúvidas que fazem muita gente "quebrar a cabeça". A resposta curta é: não é obrigatório em todos os casos, mas a repetição é uma ferramenta poderosa para evitar ambiguidades e manter a elegância do texto. Vejamos os casos:
Quando a repetição é facultativa (Estilo)
Se os termos regidos (os complementos) forem sinônimos ou estiverem muito próximos no sentido, você pode omitir a preposição após a primeira ocorrência.
Exemplo: "Ele tinha medo de baratas e aranhas." (O "de" serve para ambos).
Exemplo: "Acreditamos na justiça e honestidade do réu."
Quando a repetição é recomendada (Clareza)
Se os termos regidos forem de gêneros diferentes ou se houver distância entre eles, repetir a preposição ajuda o leitor a não "se perder" na frase.
Exemplo: "O projeto dedica-se ao estudo das células e à preservação da fauna." (Aqui, a mudança do artigo acompanha a preposição).
Exemplo: "Falamos sobre a nova política econômica e sobre os impactos sociais da seca no Nordeste." (A repetição reforça que são dois tópicos distintos).
O caso da Ênfase
Às vezes, repetimos a preposição puramente por uma questão retórica, para dar peso a cada item da lista.
Exemplo: "Lutamos pela liberdade, pela igualdade e pela fraternidade."
O paralelismo sintático
O que você não pode fazer é "misturar" as estruturas de forma que quebre a lógica da frase.
Errado: "Ele assistiu ao filme e a peça." Certo: "Ele assistiu ao filme e à peça." (Se o primeiro tem preposição + artigo, o segundo deve seguir o padrão).
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