Uso do SS

Nomes/palavras originados pelos verbos DER, DIR, MIR, TER e TIR serão grafados com "SS":

Exs.: 

conceder = concessão

exceder = excesso

proceder = processo


progredir = progressão

agredir = agressão, agressivo, agressividade

regredir = regressão


imprimir = impressão

deprimir = depressão

comprimir = compressa, compressão

oprimir = opressão, opressivo, opressividade


prometer = promessa

intrometer = intromissão

remeter = remessa


Atentar-se para o fato de que algumas palavras não se encaixam nessa regra, sendo terminadas com "Ç".

deter = detenção

reter = retenção 

conter = contenção

perquirir = perquirição

remir = remição


Chamada para o Dossiê – "Literatura e Humanidades em Diálogo: Caleidoscópio de Olhares"


A Revista LiteralMENTE convida pesquisadores, docentes, discentes e demais interessados para submeterem manuscritos ao segundo número deste periódico no ano de 2025, referente ao dossiê temático intitulado "Literatura e humanidades em diálogo: caleidoscópio de olhares".

Tendo em vista que o caleidoscópio é um instrumento óptico que cria padrões visuais coloridos, usando espelhos e pequenos objetos que, ao refletirem a luz, formam imagens únicas e variadas a cada movimento, as obras literárias afiguram-se de modo similar, tendo em vista que elas convidam o leitor a um processo dinâmico de descoberta. Cada obra é, em si, um caleidoscópio de significados, cujos ângulos e combinações do saber promovem múltiplas formas de se olhar a escrita. Buscamos, portanto, análises e leituras que partam de múltiplos olhares, que ampliem as lentes pelas quais observamos o texto. Ao abraçar essa diversidade interpretativa, potencializamos o escopo interpretativo e a polissemia inerente à obra literária. Cada nova leitura, cada nova discussão, cada nova abordagem funciona como um giro no caleidoscópio, revelando camadas antes imperceptíveis, cores antes não vistas e formas antes não imaginadas. É nesse movimento contínuo de exploração que a literatura, assim como os padrões de um caleidoscópio, se recria e se expande infinitamente em nossa mente.

A Revista aceita colaborações vinculadas à teoria, à crítica e à história literárias relacionadas ao estudo da literatura, dialogando com as ciências da subjetividade para vislumbrar o processo de subjetivação do ser humano e os reflexos do seu itinerário na tessitura literária. Nesta edição, buscamos contribuições que explorem a literatura em diálogo com áreas afins, promovendo abordagens interdisciplinares criativas que ampliem o entendimento sobre os textos literários e seus múltiplos atravessamentos. Serão bem-vindos trabalhos que articulem a literatura com campos como filosofia, história, arte, cinema, psicanálise, sociologia, educação, estudos culturais, entre outros. Reforçamos, portanto, o caráter híbrido e expansivo da linguagem literária.

Autores(as) também podem submeter seus manuscritos às seções: Artigos de Temas Livres, Ensaios, Resenhas e Relatos de Experiência.

 

Organizadores:

Prof. Dr. João Pedro Rodrigues Santos (SEDUC-RS)

Prof.ª Ma. Cristiane Gomes Lopes (FURG)

 

Período de submissão de artigos: 30 de novembro de 2025.

Período previsto para publicação: segundo semestre de 2025.

 

Link: https://periodicos.ufpb.br/index.php/rl/announcement/view/1013


O que significa IMAGEM INCONSCIENTE DO CORPO para Françoise Dolto?

 Mãos, Simples, Simplista, Pessoas, Corpo

A obra de Françoise Dolto (1908–1988) representa um dos pilares mais sensíveis e profundos da psicanálise de crianças. Médica pediatra e psicanalista, Dolto revolucionou a compreensão do desenvolvimento infantil ao introduzir o conceito fundamental de Imagem Inconsciente do Corpo (IIC).

Para entender esse conceito, é preciso, primeiramente, desvencilhar-se da ideia de que o "corpo" na psicanálise é apenas o organismo biológico. Para Dolto, o corpo é o lugar de inscrição do desejo e da linguagem.

A Distinção Vital: Esquema Corporal vs. Imagem do Corpo

Antes de mergulhar na definição da IIC, Dolto estabelece uma distinção técnica crucial que serve de base para toda a sua teoria. Sem essa diferenciação, o conceito de Imagem Inconsciente do Corpo perde sua especificidade clínica.

O Esquema Corporal

O esquema corporal é uma realidade de fato. É o corpo biológico, o organismo em sua dimensão anatômica e fisiológica. Ele é, em grande parte, o mesmo para todos os indivíduos da espécie humana (respeitando as variações individuais). É o que permite ao indivíduo situar-se no espaço, coordenar seus movimentos e perceber sensações dolorosas ou táteis.

  • É evolutivo e ligado à maturação neurológica.
  • É consciente (ou pré-consciente).
  • É o suporte físico da vida.

A Imagem Inconsciente do Corpo

A IIC, por outro lado, é uma construção simbólica e subjetiva. Ela não é o que o indivíduo no espelho, mas como ele se sente e se constitui através da relação com o outro. Enquanto o esquema corporal é universal, a IIC é estritamente individual e singular: é a síntese viva das experiências emocionais e relacionais do sujeito desde a concepção.

A Gênese da Imagem: O Corpo como Texto

Para Dolto, o bebê não nasce com uma imagem de corpo pronta. Ela é tecida através das comunicações primordiais com os cuidadores (geralmente a mãe). Cada toque, cada palavra dita durante a amamentação ou a troca de fraldas, cada olhar recebido, funciona como um "banho de linguagem" que vai nomeando as partes do corpo e conferindo-lhes significado.

A Imagem Inconsciente do Corpo é, portanto, a memória inconsciente de todas as relações relacionais. Se uma mãe toca o bebê com carinho enquanto fala palavras doces, aquela zona do corpo é investida de prazer e existência simbólica. Se há negligência ou violência, a imagem desse corpo pode tornar-se fragmentada ou "ferida" no plano inconsciente, independentemente de o corpo físico estar saudável.

As Dimensões da Imagem Inconsciente do Corpo

Dolto decompõe a IIC em quatro componentes ou dimensões que operam simultaneamente:

Dimensão de Base

É a sensação de existência. É o que permite ao sujeito sentir-se "um", ter uma base de segurança. Está ligada às funções vitais (respiração, batimentos cardíacos) e ao sentimento de continuidade de ser. Quando a imagem de base é sólida, a criança sente que tem o direito de existir.

Dimensão Funcional

Refere-se ao corpo em ação. É a imagem do corpo que quer, que busca, que exerce funções (sugar, agarrar, andar). É a representação do dinamismo do desejo.

Dimensão das Zonas Erógenas

Aqui reside a importância do prazer e da relação com o Outro. São os "lugares de troca" (boca, ânus, genitais, pele, olhos, ouvidos). A IIC se organiza em torno desses orifícios que são portas de entrada e saída para o mundo e para a comunicação.

Dimensão Espacial

É a projeção da imagem do corpo no espaço e no tempo, permitindo que o sujeito se relacione com os objetos e com os outros sem se perder de si mesmo.

O Papel das Castrações Simbólicas

Um dos pontos mais originais e, por vezes, mal compreendidos de Dolto é o conceito de Castrações Simbólicas Sugeridas. Para que a Imagem Inconsciente do Corpo se desenvolva e amadureça, a criança precisa passar por rupturas.

Dolto argumenta que cada fase do desenvolvimento exige que a criança abandone um modo de prazer anterior para acessar um nível superior de comunicação e autonomia. Se essas castrações não ocorrem ou são feitas de forma traumática, a IIC pode ficar "fixada" em estágios arcaicos.

  • Castração Umbilical: O nascimento. A separação física da mãe para que se torne um ser que respira por si mesmo.
  • Castração Oral: O desmame. A criança perde o seio (ou a mamadeira) como objeto de satisfação total, mas ganha a linguagem (o uso da boca para falar).
  • Castração Anal: A educação para o asseio. A criança aprende que não pode dar seus produtos corporais a qualquer momento ou lugar, ganhando em troca a autonomia e a inserção nas leis sociais.

Cada uma dessas etapas remodela a Imagem Inconsciente do Corpo, integrando novas percepções e limites.

A Clínica de Dolto: O Desenho e a Boneca de Pano

Como acessar algo que é "inconsciente"? Dolto utilizava ferramentas clínicas geniais para observar a IIC em crianças.

O Desenho da Figura Humana

Ao pedir para uma criança desenhar um homem ou a si mesma, Dolto não buscava perfeição estética ou precisão anatômica (esquema corporal). Ela buscava a IIC.

  • Se uma criança desenha uma figura sem braços, isso pode indicar uma inibição na sua dimensão funcional (incapacidade de agir sobre o mundo).
  • Se o desenho é fragmentado, pode revelar uma fragilidade na dimensão de base. O desenho é uma "fotografia" do estado da Imagem Inconsciente do Corpo naquele momento do tratamento.

A "Boneca de Flor" (Le Poupée-Fleur)

Dolto criou uma boneca de pano com corpo humano, mas com uma flor no lugar da cabeça e mãos/pés em formato de pétalas. Isso servia para que a criança pudesse projetar sua imagem corporal sem a interferência de traços faciais específicos, permitindo que as questões de identidade e limites do corpo surgissem de forma mais pura no brincar terapêutico.

A IIC e a Psicossomática

A teoria da Imagem Inconsciente do Corpo explica por que muitas vezes o sofrimento psíquico se manifesta no corpo físico. Para Dolto, o sintoma psicossomático é um "grito" de uma IIC ferida.

Quando uma criança sofre uma angústia que não pode ser nomeada ou expressa em palavras, essa angústia "recai" sobre o esquema corporal. O corpo físico adoece (alergias, problemas respiratórios, distúrbios digestivos) porque a Imagem Inconsciente do Corpo está sofrendo uma distorção ou um curto-circuito comunicativo.

Ao devolver a palavra à criança e explicar-lhe "a verdade" sobre sua história (outro pilar de Dolto: a importância de dizer a verdade às crianças), o terapeuta permite que a IIC se reorganize e o sintoma físico possa, muitas vezes, desaparecer.

Implicações para a Educação e os Cuidados Parentais

O conceito de IIC de Dolto traz uma responsabilidade imensa para os pais e educadores, mas também uma libertação.

  • O Valor da Palavra: Desde o útero, o ser humano é um "ser de linguagem". Falar com o bebê sobre o que está acontecendo com ele ajuda a construir uma IIC coesa.
  • O Respeito à Alteridade: Entender que a criança não é uma extensão do corpo dos pais. Ela possui sua própria Imagem Inconsciente, que deve ser respeitada em sua singularidade.
  • A Autonomia: Permitir que a criança enfrente as "castrações" necessárias é o que permite que ela se torne um sujeito desejante e criativo.

Conclusão: O Legado de Françoise Dolto

A Imagem Inconsciente do Corpo é, talvez, a contribuição mais poética e técnica de Dolto para a psicanálise. Ela nos ensina que o corpo não é apenas carne e osso; ele é uma construção de afetos, palavras e desejos.

Enquanto o esquema corporal nos permite sobreviver, a Imagem Inconsciente do Corpo nos permite viver como sujeitos únicos no mundo. Através dessa lente, compreendemos que cuidar de uma criança, ou de um adulto em análise, vai muito além de zelar por sua saúde física; trata-se de sustentar o seu direito de ocupar um lugar simbólico no mundo, com um corpo que lhe pertença não só biologicamente, mas subjetivamente.

A obra de Dolto, condensada em seu livro fundamental "A Imagem Inconsciente do Corpo", continua sendo um guia essencial para quem deseja compreender as raízes da identidade humana e os mistérios que ligam a mente ao corpo.

Sugestão de leitura sobre essa temática

A imagem inconsciente do corpo

A imagem do corpo é específica de cada indivíduo. Ela está ligada ao sujeito e à sua história. Com base neste conceito e apoiada na experiência analítica, Françoise Dolto constrói, fase após fase, em que cada etapa é superada por uma castração, A Imagem Inconsciente do Corpo que a Editora Perspectiva ora reedita. Trata-se de um estudo fundamental para psicanalistas e psicólogos em geral e terapeutas que cuidam de crianças, em particular.

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Capa do Livro

O que significa IMAGEM DO CORPO para Françoise Dolto?

 Homem, Rosto, Surreal, Imaginação

A obra de Françoise Dolto (1908–1988) representa um dos pilares mais inovadores da psicanálise infantil e da compreensão do desenvolvimento humano. Central à sua teoria está a distinção fundamental entre o Esquema Corporal e a Imagem Inconsciente do Corpo.

Embora frequentemente confundidos no senso comum, para Dolto, esses conceitos operam em dimensões psíquicas distintas. Enquanto o primeiro é universal e biológico, o segundo é singular, histórico e carregado de afetos.

A Distinção Fundamental: Esquema vs. Imagem

Para compreender o que Dolto quer dizer com "Imagem do Corpo", precisamos primeiro entender o que ela não é.

O Esquema Corporal

O esquema corporal é uma realidade de fato. É o registro da nossa existência física no espaço. Ele é, em grande parte, o mesmo para todos os indivíduos da espécie humana em estágios de maturação semelhantes.

  • Natureza: Biológica e neurológica.
  • Função: Permite o movimento, a percepção sensorial e a localização dos órgãos.
  • Evolução: Desenvolve-se com a maturação do sistema nervoso central.
  • Exemplo: É o esquema corporal que nos permite levar a mão à boca sem precisar olhar no espelho; é o mapa neurológico do corpo.

A Imagem Inconsciente do Corpo

A imagem do corpo, por outro lado, é uma construção psíquica. Ela é a síntese viva das nossas experiências emocionais.

  • Natureza: Simbólica e inconsciente.
  • Função: É o suporte do Narcisismo e do desejo. É o que permite que um indivíduo se sinta "eu".
  • Evolução: É moldada através das interações com os cuidadores (especialmente a mãe) e pelas palavras que foram ditas sobre o corpo da criança.

As Três Dimensões da Imagem do Corpo

Dolto propõe que a imagem do corpo não é um bloco único, mas um conjunto de três componentes que se articulam:

A Imagem de Base

É a sensação de unidade e continuidade. Ela se forma a partir do sentimento de ser desejado e aceito. Se a mãe (ou substituto) acolhe o corpo do bebê com prazer, a "imagem de base" é sólida, permitindo que a criança se sinta segura em sua própria pele. Quando há falhas aqui, surgem angústias de fragmentação ou aniquilamento.

A Imagem Funcional

Refere-se ao corpo em ação. É a imagem do corpo que "faz" coisas: que mama, que segura, que caminha, que controla os esfíncteres. Está ligada ao prazer do funcionamento orgânico e à eficácia do desejo traduzido em atos.

A Imagem Erógena

É o mapa das zonas de prazer. Cada interação (o banho, a troca de fraldas, o carinho) investe certas partes do corpo com libido. A imagem erógena é o que torna o corpo um lugar de desejo e não apenas uma máquina biológica.

O Papel da Linguagem: O Corpo que Fala

Uma das maiores contribuições de Dolto foi a afirmação de que "tudo é linguagem". Para ela, a imagem do corpo é estruturada pela palavra.

Desde o nascimento (e até antes), o bebê é mergulhado em um "banho de linguagem". Quando uma mãe diz ao bebê: "Você está com fome, não é?", ela está nomeando uma sensação interna. Ao fazer isso, ela transforma um desconforto biológico em uma representação psíquica.

A imagem do corpo, portanto, não é apenas o que a criança sente, mas o que ela ouve sobre o que sente. Se o corpo da criança é tratado como um objeto sem nome, ou se as palavras que o descrevem são de nojo ou rejeição, a imagem inconsciente do corpo será ferida, independentemente de o esquema corporal (a saúde física) estar perfeito.

As Castrações Simbolígenas

Dolto introduz o conceito de Castrações Simbolígenas. Diferente da castração freudiana clássica (focada no complexo de Édipo), Dolto vê a castração como um processo necessário de crescimento que ocorre em várias etapas da vida.

Cada castração obriga a criança a renunciar a um prazer puramente físico para ganhar uma nova dimensão psíquica e social. Se essas etapas forem acompanhadas pela palavra, elas são "simbolígenas" (geradoras de símbolos).

  • Castração Umbilical: A separação física do nascimento. O bebê perde o corpo da mãe como seu ambiente e ganha a respiração e a vida individual.
  • Castração Oral: O desmame. A criança perde o seio (ou a mamadeira) como objeto de satisfação imediata, mas ganha a linguagem. É porque não tenho mais o seio na boca que posso usar a boca para falar.
  • Castração Anal: O controle dos esfíncteres. A criança renuncia ao prazer de evacuar em qualquer lugar para ganhar a autonomia e a inserção social.

Se essas castrações não forem explicadas e simbolizadas, a imagem do corpo fica "presa" ou "fixada" em estágios anteriores, gerando sintomas psicossomáticos ou inibições.

O Espelho e o Desenho Infantil

Dolto expandiu a teoria de Jacques Lacan sobre o "Estágio do Espelho". Para Lacan, o espelho é onde a criança reconhece sua imagem visual unitária. Para Dolto, o espelho é apenas uma confirmação (ou não) de algo que já deve estar sendo construído internamente através do tato e da audição.

Ela utilizava o desenho como ferramenta clínica fundamental. Ao pedir a uma criança para desenhar uma pessoa, Dolto não buscava avaliar habilidades artísticas ou maturação neurológica, mas sim ver a projeção da Imagem Inconsciente do Corpo.

  • Se a criança desenha uma figura sem braços, pode não ser falta de habilidade, mas uma imagem funcional ferida (sentimento de impotência).
  • Se o desenho é fragmentado, pode indicar uma falha na imagem de base.

A Clínica de Dolto: O Caso do "Corpo Sofredor"

Dolto acreditava que muitos problemas físicos na infância eram, na verdade, expressões de uma imagem do corpo distorcida por traumas relacionais. Ela tratava bebês falando com eles diretamente, explicando a verdade de sua história.

Ela defendia que a criança tem uma intuição profunda da verdade. Se um pai abandona a família e a mãe diz "ele foi viajar", a criança sente a mentira. Esse conflito entre o que ela sente e o que ela ouve cria uma "fenda" na imagem do corpo. Dolto dizia a verdade aos bebês: "Seu pai foi embora porque ele não conseguiu ser pai, não é culpa sua". Essa palavra devolvia à criança a integridade de sua imagem psíquica.

Impacto e Legado

A visão de Dolto sobre a imagem do corpo revolucionou a pedagogia e a pediatria. Ela tirou o foco do "corpo-objeto" (o corpo que o médico examina) e colocou no "corpo-sujeito" (o corpo que sente e se comunica).

Pontos principais para resumir:

  • A Imagem do Corpo é inconsciente; o Esquema Corporal é consciente/pré-consciente.
  • A Imagem do Corpo é construída através do desejo do Outro (pais) e da linguagem.
  • As castrações são necessárias para que a imagem do corpo evolua e o indivíduo se torne um sujeito autônomo.
  • O sintoma no corpo da criança é, frequentemente, uma mensagem não dita que a psicanálise busca traduzir.

Conclusão

Entender a imagem do corpo em Françoise Dolto é compreender que não habitamos apenas um organismo biológico, mas uma construção simbólica tecida por palavras, afetos e desejos. Quando Dolto afirma que "o ser humano é um ser de linguagem", ela está dizendo que nosso corpo só faz sentido, e só é saudável, quando está inserido em uma rede de significações.

A saúde, para Dolto, não é apenas a ausência de doença no esquema corporal, mas a harmonia de uma imagem inconsciente que permite ao sujeito dizer "Eu", sentir prazer em sua existência e comunicar-se com o mundo.

Sugestão de leitura sobre essa temática

A imagem inconsciente do corpo - Françoise Dolto

A imagem do corpo é específica de cada indivíduo. Ela está ligada ao sujeito e à sua história. Com base neste conceito e apoiada na experiência analítica, Françoise Dolto constrói, fase após fase, em que cada etapa é superada por uma castração, A Imagem Inconsciente do Corpo que a Editora Perspectiva ora reedita. Trata-se de um estudo fundamental para psicanalistas e psicólogos em geral e terapeutas que cuidam de crianças, em particular.

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