Frederico Lima, 7 de julho de 2025.
Uso do SS
Nomes/palavras originados pelos verbos DER, DIR, MIR, TER e TIR serão grafados com "SS":
Exs.:
conceder = concessão
exceder = excesso
proceder = processo
progredir = progressão
agredir = agressão, agressivo, agressividade
regredir = regressão
imprimir = impressão
deprimir = depressão
comprimir = compressa, compressão
oprimir = opressão, opressivo, opressividade
prometer = promessa
intrometer = intromissão
remeter = remessa
Atentar-se para o fato de que algumas palavras não se encaixam nessa regra, sendo terminadas com "Ç".
deter = detenção
reter = retenção
conter = contenção
perquirir = perquirição
remir = remição
Frederico Lima #36
"O que eu sei é que nessa brincadeirinha, eu descobri que tenho uma necessidade absurda de você, mesmo que eu só consiga supri-la te admirando de longe, e eu te odeio por isso, com todas as minhas forças, mas te amo, ironicamente, mais do que tudo."
Do livro Garota Labirinto, de Frederico Lima
Chamada para o Dossiê – "Literatura e Humanidades em Diálogo: Caleidoscópio de Olhares"
A Revista LiteralMENTE convida pesquisadores, docentes, discentes e demais interessados para submeterem manuscritos ao segundo número deste periódico no ano de 2025, referente ao dossiê temático intitulado "Literatura e humanidades em diálogo: caleidoscópio de olhares".
Tendo em vista
que o caleidoscópio é um instrumento óptico que cria padrões visuais coloridos,
usando espelhos e pequenos objetos que, ao refletirem a luz, formam imagens
únicas e variadas a cada movimento, as obras literárias afiguram-se de modo
similar, tendo em vista que elas convidam o leitor a um processo dinâmico de
descoberta. Cada obra é, em si, um caleidoscópio de significados, cujos ângulos
e combinações do saber promovem múltiplas formas de se olhar a escrita.
Buscamos, portanto, análises e leituras que partam de múltiplos olhares, que
ampliem as lentes pelas quais observamos o texto. Ao abraçar essa diversidade
interpretativa, potencializamos o escopo interpretativo e a polissemia inerente
à obra literária. Cada nova leitura, cada nova discussão, cada nova abordagem
funciona como um giro no caleidoscópio, revelando camadas antes imperceptíveis,
cores antes não vistas e formas antes não imaginadas. É nesse movimento
contínuo de exploração que a literatura, assim como os padrões de um caleidoscópio,
se recria e se expande infinitamente em nossa mente.
A Revista
aceita colaborações vinculadas à teoria, à crítica e à história literárias
relacionadas ao estudo da literatura, dialogando com as ciências da
subjetividade para vislumbrar o processo de subjetivação do ser humano e os
reflexos do seu itinerário na tessitura literária. Nesta edição, buscamos
contribuições que explorem a literatura em diálogo com áreas afins, promovendo
abordagens interdisciplinares criativas que ampliem o entendimento sobre os
textos literários e seus múltiplos atravessamentos. Serão bem-vindos trabalhos
que articulem a literatura com campos como filosofia, história, arte, cinema,
psicanálise, sociologia, educação, estudos culturais, entre outros. Reforçamos,
portanto, o caráter híbrido e expansivo da linguagem literária.
Autores(as)
também podem submeter seus manuscritos às seções: Artigos de Temas Livres,
Ensaios, Resenhas e Relatos de Experiência.
Organizadores:
Prof. Dr. João
Pedro Rodrigues Santos (SEDUC-RS)
Prof.ª Ma.
Cristiane Gomes Lopes (FURG)
Período de
submissão de artigos: 30 de novembro de 2025.
Período
previsto para publicação: segundo semestre de 2025.
Link:
https://periodicos.ufpb.br/index.php/rl/announcement/view/1013
Frederico Lima #34
"É, você, mesmo sem querer, foi me fazendo... me deixando entrar no seu mundo, e parece que eu entrei e esqueci de sair de lá, mesmo tímida, mesmo sabendo que essa timidez é uma autodefesa contra decepções, mas, também, a melhor desculpa para essa covardia, para esse medo que a gente tem de arriscar ser feliz. Você foi, mesmo sem querer, se tornando parte de mim; e eu, mesmo querendo, não pude fazer nada contra isso."
Do livro Garota Labirinto, de Frederico Lima
Frederico Lima #33
"Eu não teria me apaixonado assim, desse jeito, se você tivesse ficado na sua, não sorrisse nem olhasse pra mim. Eu teria ficado bem se você não me desse bola, não falasse comigo, não se importasse com minha existência, não me desse “Oi!”. E, quem sabe, se você não gostasse das mesmas coisas que eu, mas você é tão do contra, que resolveu me tocar bem lá no fundo, mesmo sem, ao menos, encostar em mim. E eu, de boba, fui me acostumando com o teu cheiro de Malbec, com tua voz, com teu sorriso, mesmo que fosse te admirando de longe, por causa dessa minha maldita timidez. Maldita, bendita, nem sei, até porque esse meu jeito acanhado, sempre na minha, já me livrou, provavelmente, de ter me decepcionado com caras que não valeriam a pena, de ter acreditado em sentimentos artificiais, esses que duram até a primeira briga."
Do livro Garota Labirinto, de Frederico Lima
Frederico Lima #32
"Espero que você possa entender, e até mesmo destruir, alguns dos meus medos mais bobos e infantis. Espero que você consiga perceber que eu tenho medo de perder tudo aquilo que eu amo, mas que sou orgulhosa demais para admitir. É que eu cansei de correr atrás de quem não me quis, e isso me fez ficar assim, meio receosa, cismada demais. E, por favor, perceba isso por conta própria, pois eu nunca direi para você."
Do livro Garota Labirinto, de Frederico Lima
Frederico Lima #31
"Admito, eu sou frágil em tentar ser forte. Tento não chorar, mas nem sempre eu consigo. É que na minha estrutura de quebra-cabeça faltam alguns pedaços, e esses pedaços me fazem ser assim, incompleto. E nessa minha incompletude diária, eu tento preencher o vazio, quase sempre, com pedaços que não se encaixam direito, por isso eu sofro, por isso eu choro, e é por isso que nós amamos, porque tentamos nos encaixar nos espaços vazios dos outros, buscando preencher os nossos."
Do livro Garota Labirinto, de Frederico Lima
Colóquio Cecília Meireles e Lúcio Cardoso
A alma errante e fugidia do eu lírico encontra na noite escura o (pre)texto para (re)mover a pena. Num processo de eterno retorno Nietzscheano, alucina palavras de in(confidência) em estrutura introspectiva e em atmosfera política. O não-estar e o não-pertencer permitem romper um pesadelo estrutural de modelos (im)postos para explorar o psíquico e o moral. As indagações metafísicas, sociais e intimistas nas escritas de Lúcio Cardoso e Cecília Meireles brincam com a lógica por meio de estruturas simbólicas, ritmos e métricas. Às vésperas do mês dos namorados, oferecemos à Comunidade Acadêmica desfrutar "as mãos da noite quebrando os talos do pensamento."
O LIGEPSI (Grupo de Pesquisa em Literatura, Gênero e Psicanálise da UFPB), em parceria com o Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, o Programa de Pós-Graduação em Letras, o Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas, e o Laboratório de Estudos Literários e Psicanalíticos, realizará, no dia 28 de maio de 2025, o Colóquio Cecília Meireles e Lúcio Cardoso, evento que será promovido na modalidade híbrida (on-line e presencial), com vistas a homenagear a literatura intimista de dois dos maiores nomes da escrita ficcional brasileira, Cecília Meireles e Lúcio Cardoso.
A inscrição no Colóquio é gratuita para todas as atividades: palestras, mesas-redondas e simpósios temáticos (para apresentação de trabalhos na modalidade comunicação oral), com emissão de certificação para apresentadores e ouvintes, além da publicação, em formato e-book, dos trabalhos apresentados.
Frederico Lima #37
"Decepções são inevitáveis, pois, mesmo que conheçamos alguém há muito tempo, ninguém consegue ser para o outro tudo aquilo que ele idealiza/demanda. Mas conseguimos minimizar as chances de nos decepcionarmos quando tratamos o nosso coração como solo sagrado, só permitindo estar dentro dele quem o considera como tal, respeitando e tendo fé naquilo que sentimos, porque sem fé não há propósito, e sem propósito nada floresce."
Frederico Lima
Frederico Lima #2
"No fundo, no fundo, tudo aquilo que nos incomoda nos outros diz muito mais sobre nós do que deles."
— Frederico Lima
Frederico Lima #3
“Estranho é a vida ser tão curta e, mesmo assim, uma vez ou outra, fazer com que a gente enfrente algumas madrugadas tão longas.”
Frederico Lima
O que são Zonas Erógenas?
Sigmund Freud revolucionou a compreensão da sexualidade ao introduzir o conceito de zonas erógenas, que já apresenta seus primeiras formulações em diálogos presentes nas correspondências trocadas com W. Fliess, precisamente nas de 6-12-1896 e de 14-11-1897, e, posteriormente, melhor desenvolvido nos Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. Em sua visão, a sexualidade não se restringia aos órgãos genitais, mas permeava todo o corpo, desde a infância. Ele definiu uma zona erógena como qualquer região do revestimento cutâneo-mucoso suscetível de se tornar sede de uma excitação de tipo sexual. Essa definição abrangente deslocava o foco da sexualidade puramente genital para uma perspectiva mais ampla e corporal.
Mais especificamente, Freud identificou certas regiões que funcionalmente atuavam como sedes privilegiadas dessa excitação. Essas áreas, embora possuam funções primárias não sexuais, tornam-se carregadas de significado erótico através das experiências e interações do indivíduo. As principais zonas erógenas especificadas por Freud incluem:
1. Zona Oral: A boca, os lábios e a língua são as primeiras zonas de prazer para o bebê, inicialmente ligadas à nutrição através da amamentação. A sucção, a deglutição e o contato labial com o seio materno (ou substitutos) proporcionam não apenas a satisfação da fome, mas também um prazer autoerótico fundamental. Essa fase oral, que se estende aproximadamente do nascimento até cerca de um ano e meio, deixa marcas importantes no desenvolvimento psíquico e pode influenciar comportamentos futuros relacionados à oralidade, como alimentação, fala e vícios.
2. Zona Anal: Por volta do segundo ano de vida, a atenção libidinal se desloca para a região anal e uretral. A capacidade de controlar os esfíncteres durante o treinamento para o uso do banheiro torna-se uma fonte de prazer e poder para a criança. A retenção e a expulsão das fezes podem ser vivenciadas com excitação. Essa fase anal está associada a temas de controle, organização e possessividade, que podem se manifestar em traços de personalidade na vida adulta.
3. Zona Uretro-Genital: A partir da fase fálica, que se inicia por volta dos três anos, os órgãos genitais (pênis no menino e clitóris na menina) assumem um papel central como fonte de prazer. A manipulação dessas áreas e a curiosidade em relação às diferenças sexuais são características dessa fase. A zona uretral também está ligada à micção, que pode ser acompanhada de sensações prazerosas. Essa fase é crucial para o desenvolvimento da identidade sexual e para o surgimento do Complexo de Édipo.
4. Mamilos: Embora não sejam tradicionalmente classificados como parte das fases psicossexuais em si, os mamilos são reconhecidos por Freud como zonas erógenas importantes. Sua sensibilidade ao toque e à sucção, observada desde a amamentação, pode persistir ao longo da vida e desempenhar um papel significativo na excitação sexual em ambos os sexos. A estimulação dos mamilos pode evocar memórias e sensações da primeira infância, ligadas ao prazer da nutrição e ao contato com a figura materna.
É importante ressaltar que, para Freud, a erogeneidade não se limita a essas zonas específicas. Ele posteriormente ampliou sua visão, sugerindo que todas as partes do corpo possuem o potencial de se tornar zonas erógenas através de associações psíquicas e experiências individuais. O toque, o olhar, o som e até mesmo a imaginação podem carregar uma carga erótica e despertar excitação em diferentes áreas do corpo.
A noção de zonas erógenas de Freud é fundamental para compreender sua teoria da sexualidade infantil e o desenvolvimento psicossexual. Ela demonstra que a sexualidade é uma força presente desde o nascimento, buscando prazer em diversas partes do corpo antes de se concentrar na genitalidade na fase adulta. Além disso, essa perspectiva desafia a visão restrita da sexualidade ligada apenas à reprodução, abrindo caminho para uma compreensão mais complexa e abrangente do desejo e do prazer humano. As experiências vividas nessas diferentes zonas erógenas ao longo da infância moldam a personalidade e podem influenciar a vida sexual adulta, tanto em sua normalidade quanto em suas possíveis fixações e desvios.
Frederico Lima #5
"Cada pessoa é, simplesmente, o que é. As decepções representam o resultado dos excessos que colocamos sobre cada uma delas. E é por isto que sofremos tanto: porque, inconscientemente, projetamos nos outros aquilo que queremos, em vez de enxergá-los como realmente são."
— Frederico Lima
Frederico Lima #4
“Sobre as questões de dentro, quase sempre incompreensíveis, pouquíssimo pode ser tocado pela razão. É por isso que, diante de um amor inesperado, sempre haverá essa guerra interna com gosto agridoce, onde uma parte sua reclamará liberdade irrestrita, enquanto a outra te fará experimentar uma estranha e imensa vontade de pertencer a alguém.”
Frederico Lima
Frederico Lima #6
“Dói. Dói sim. Mas a verdade é que algumas pessoas não nasceram para ficar fisicamente juntas, embora o encontro de suas almas tenha se tornado inesquecível.”
Frederico Lima
Garota Labirinto #1
“Você não precisa tentar ser perfeita para uma pessoa que, provavelmente, não é e nunca será perfeita para você. Ser o que você é naturalmente já será suficiente, desde que você esteja bem consigo mesma e com os seus ‘defeitos’. Ser o que você é, minha amiga, é a coisa mais sexy que existe.”
No livro Garota Labirinto, de Frederico Lima
Frederico Lima #7
“Já pensou que poderíamos trocar meses cortados de dor e insegurança por apenas alguns horas de estranhamentos logo esclarecidos? Eu já pensei. Na verdade, penso sempre. Só não sei o porquê de ainda não conseguir colocar em prática. Talvez por esperar o mesmo de você, que também nunca dá o braço a torcer; talvez por imaginar que isso seria aceitar os teus erros, mesmo que você também estivesse aceitando os meus; talvez por ainda ser muito nova para viver um sentimento tão forte (como minha mãe está cansada de dizer); ou talvez por tudo isso junto, afinal, sou cheia de insegurança, sempre fui.”
Frederico Lima
III Congresso Nacional sobre o Mal na Literatura
Entre os dias 21 e 25 de abril de 2025, ocorrerá o III Congresso Nacional sobre o Mal na Literatura, evento híbrido (com atividades presenciais e virtuais) promovido pelo Grupo de Pesquisa em Literatura, Gênero e Psicanálise (LIGEPSI-UFPB), que tem como objetivo promover pesquisas e discussões sobre as múltiplas representações do mal na literatura e em outras expressões artísticas, de modo a vislumbramos como tais linguagens nos auxiliam na compreensão de certos fenômenos na cultura.
Evento, que é totalmente gratuito, contará com palestras, simpósios, mesas-redondas e minicursos. Os trabalhos apresentados poderão ser submetidos e publicados, posteriormente, em e-book.
As inscrições para ouvintes e para apresentação de trabalhos vão até o dia 15 de abril de 2025, através da plataforma de eventos da Universidade Federal da Paraíba: https://sigeventos.ufpb.br/eventos/
Para mais informações, acessem o site oficial do evento em: https://sites.google.com/view/iiiconmal/
Frederico Lima #8
“Nunca te disse, ou pelo menos ainda não te contei, mas eu já estou tão acostumada contigo, com esse sentimento agridoce, que o meu maior medo, de um tempo para cá, tem sido de te perder numa dessas nossas infantilidades. Só pensar nisso me dói muito mais do que todas as vezes em que olhei para trás e vi você ir embora para mais um das nossas semanas de separação. E tem doído muito ultimamente, como se fosse um aviso de que, por mais que gostemos um do outro, a falta de maturidade faz tudo ter prazo de validade.”
Frederico Lima