A Revista Travessias anunciou a abertura de chamada para submissão de artigos para o dossiê intitulado “Diversidade e discursos nas cidades (pós)modernas e contemporâneas: narrativas, memórias e disputas de sentido”, que comporá o volume 21, número 3, com publicação prevista para o período de setembro a dezembro de 2027. O prazo para o envio das contribuições terá início em 2 de março de 2027 e se estenderá até o dia 30 de junho do mesmo ano.
A organização da publicação está a cargo da Professora Doutora Luciana M. Mills, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, do Professor Doutor Gilberto Araújo, atuante no Departamento de Estudos de Mídia da Universidade de Witwatersrand e no Programa de Pós-Graduação em Linguagens e Saberes da Amazônia da Universidade Federal do Pará, e da Professora Doutora Paola Diniz Prandini, do Centro de Estudos de Diversidade da Universidade de Witwatersrand.
O dossiê propõe uma reflexão sobre o espaço urbano enquanto ambiente de produção discursiva e construção histórica. A proposta convida os pesquisadores a examinarem como ruas, edifícios e manifestações verbo-visuais preservam marcas de conflitos sociais e memórias coletivas, investigando a presença da cidade em linguagens diversas como literatura, cinema, arquitetura, fotografia, mídias digitais e outras manifestações artísticas.
O interesse central da coletânea está nas pesquisas que conectam a produção de sentidos às transformações associadas aos processos de modernização e à contemporaneidade urbana. Entre os temas destacados para debate estão as questões de mobilidade, segregação e desigualdade territorial articuladas a marcadores sociais de classe, gênero, raça, sexualidade, deficiência e nacionalidade, observando condições de pertencimento, vigilância e barreira urbana. O turismo, a patrimonialização, a gentrificação e as transformações na leitura de espaços e monumentos também integram o escopo de interesse do dossiê.
Os organizadores priorizam estudos que contemplem eixos como a experiência social e de consumo na esfera pública, a cidade lida como texto sociocultural e estético, além de abordagens fundamentadas na semiótica social, na geossemiótica e na multimodalidade. Também recebem atenção trabalhos focados na memória urbana, no patrimônio e em disputas de sentido em intervenções como o grafite e a pichação. Diversos arranjos teórico-metodológicos são bem-vindos, desde que aprofundem as relações entre linguagem, diversidade crítica e território.
Mais informações: https://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/pt_BR/announcement/view/605