Mostrando postagens com marcador Periódicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Periódicos. Mostrar todas as postagens

01/01/2026

Chamada para publicação: Revista Literalmente, v. 6, n. 1

Estão abertas as chamadas para o novo dossiê temático da Revista LiteralMENTE, referente ao volume 6, número 1, de 2026, o qual explorará as profundezas e as reinvenções da literatura oriental. Com o título poético "Marcada pelo signo do poente, ensanguentada pela honra furiosa, a literatura oriental se reinventa em solo autóctone e, com impetuosidade gueixesca, aromatiza as cidadelas do Ocidente", a publicação busca reunir pesquisas que investiguem desde as raízes mitológicas até as hibridizações da modernidade.

Texto da chamada

 Na ulterioridade nascente do sentido, nutrida pela seiva genesíaca que o cosmos oferta, a literatura oriental expõe os sufrágios de uma lira altissonante, cujas cordas, dedilhadas pelas mãos trêmulas da História, fazem propagar os vaticínios ardorosos, adormecidos ou pululantes, no incauto coração dos homens. Com uma potencialidade eminente, germinante, assenta os eflúvios primaveris, em seus gorjeios úberos, à procura de um significante-mestre, imiscuindo-se entre as mitologias seculares, sob a égide luminosa do silêncio, à espreita das bestas agonizantes do abismo. Eis, em célere ilustração, o viço melopeico da Linguagem dos pássaros (Farid ud-Din Attar), ou o bailado auroral do Canto para Govinda (Jayadeva), rebentos dos primeiros ritmos do Oriente. Doravante, imediatamente sensível aos clamores sazonais dos sábios deuses, no centro do alpendre solar, crispam-se as cerejeiras épicas do veranil ardor. No cimo, nas frondes, jazem as mil faces do herói, onde a jornada do aprendiz se revela em vícios e superações, experiências que, revividas em substância estética, rompem a rígida carapaça que condena o ser ao ínvio destino. Tal empreendimento, antes caminho para os solos saudosos no despontar dos séculos, reclama, a exemplo, a belicosidade amorosa de Genji (Genji monogatari), ou mesmo o pélago indômito da Jornada do Oeste (Xī Yóu Jì), verdadeiros pilares da literatura dos novos milênios. Alhures, sem defesas e amorosamente atraída pela cadência outonal, a poiésis oriental impregna o verbo de ininterruptos vazios, adesões ao nada, num culto fortuito aos lúgubres reinos dos mortos, em que registros tibetanos (Bardo Thodo) e chineses (Yama) confluem à finitude, à putrefação do verso, a uma alquimia particular, suspensa por sinestesias de elevação da vida íntima, responsável pela expiação das corrupções. Com igual maestria, conduzida pelas forças invernais da invenção/criação, que tingem o Oriente com tons outros, a deambulação literária, faz-se, nesse paradigma, peregrina nas ruelas e grandes avenidas da modernidade, no sôfrego encalço das “gerações perdidas” nas Grandes Guerras, deixando-se levar pelos vendavais insurrectos, próprios da globalização, hábeis em fomentar a hibridização de gêneros e temáticas, afluentes do Inovo império de escritores(as) orientais que não se privaram de influências perante o Novo Mundo. Assim, nas reentrâncias do simbólico, aliando-se aos equinócios do extremo continental, o presente dossiê debruçar-se-á em trabalhos/pesquisas que urdem o saber sobre a literatura oriental em suas particularidades míticas ou tessituras modernas, bem como produções ocidentais que se harmonizam, temática e esteticamente, às realidades do oriente. Assim, irmanadas às estâncias das eras, traçar-se-ão os (des)caminhos dhármicos que desvendarão à palavra ao divino substrato de suas poeticidades.

Organizadores:

Prof.ª Dr.ª Tânia Sandroni (USP/UNIP)
Prof. Me. Matheus Pereira de Freitas (UFPB)

Mais informações 

Período de submissão de artigos: 30 de abril de 2026.
Período previsto para publicação: junho de 2026. 

Página da chamada: https://periodicos.ufpb.br/index.php/rl/announcement/view/1064

Plataforma Sucupira: o que esse ecossistema e a sua importância?

A Plataforma Sucupira é uma ferramenta fundamental para o ecossistema da pós-graduação no Brasil, funcionando como o braço tecnológico da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) para a coleta de dados, avaliação e acompanhamento dos cursos de mestrado e doutorado em todo o país. Lançada em 2014 para substituir sistemas mais antigos, ela recebeu esse nome em homenagem ao professor Newton Sucupira, autor do parecer que estruturou a pós-graduação brasileira na década de 1960. O seu principal objetivo é garantir transparência e eficiência na gestão das informações acadêmicas, servindo como a base de dados oficial onde as instituições de ensino superior (IES) depositam anualmente todas as suas informações de produção intelectual, projetos de pesquisa, estrutura curricular e dados de alunos e docentes.

Uma das funções mais conhecidas e acessadas pela comunidade acadêmica dentro da plataforma é o Qualis Periódicos. É através da Sucupira que pesquisadores consultam a classificação de revistas científicas, que são estratificadas de A1 (maior impacto) a B4 e C (não pontuadas). Essa classificação é essencial para que alunos e professores saibam onde publicar seus artigos para obterem melhor pontuação em avaliações de programas de pós-graduação e editais de fomento. Além disso, a plataforma é o local oficial para verificar a validade de um curso: antes de ingressar em um mestrado ou doutorado, é na Sucupira que o estudante confirma se o programa é reconhecido e recomendado pela CAPES, verificando a nota atribuída ao curso (que varia de 3 a 7).

Para além da consulta pública, a Plataforma Sucupira desempenha um papel administrativo crucial na Avaliação Quadrienal, o processo pelo qual a CAPES decide quais cursos manterão seu funcionamento e quais receberão mais recursos. Os coordenadores de programas utilizam o sistema para preencher o "Coleta de Dados", um relatório detalhado que gera os indicadores de qualidade da ciência brasileira. Em resumo, enquanto o Currículo Lattes foca na trajetória individual do pesquisador, a Plataforma Sucupira foca na qualidade coletiva dos programas de ensino, sendo o espelho da produção acadêmica nacional e uma bússola para a manutenção dos padrões de excelência na educação superior brasileira