O ditongo nasal é um fenômeno fonético e fonológico da Língua Portuguesa que ocorre quando duas vogais são pronunciadas na mesma sílaba, sendo que uma delas apresenta nasalização, isto é, o ar passa parcialmente pelas fossas nasais durante a emissão do som. Essa nasalização pode ser representada graficamente pela presença da letra “m” ou “n” após a vogal, ou ainda pelo til (~) sobre ela, como em “mãe”, “pão” e “muito”.
A característica essencial do ditongo nasal é a fusão de uma vogal oral com um elemento nasal, formando um único núcleo silábico. Diferentemente do encontro vocálico simples, em que duas vogais se sucedem sem se fundirem, o ditongo nasal constitui uma unidade sonora inseparável dentro da sílaba. Por exemplo, na palavra “mão”, o som [ãw̃] é percebido como uma única emissão, em que a vogal “a” se nasaliza e se articula junto ao semivogal “u” também nasalizada.
A nasalização, nesse contexto, não é apenas uma marca ortográfica, mas um traço fonético que altera a qualidade da vogal. Ela confere ao som uma ressonância característica, perceptível na fala cotidiana e fundamental para distinguir significados entre palavras.
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