A atualização da norma ABNT NBR 10520:2023, que substituiu a versão de 2002, trouxe uma mudança significativa e há muito esperada pelos pesquisadores brasileiros: a alteração da grafia dos autores nas citações indiretas e diretas inseridas dentro dos parênteses (chamadas de chamadas no sistema autor-data).
Anteriormente, a norma exigia que, ao citar um autor dentro dos parênteses, o sobrenome fosse escrito integralmente em letras maiúsculas (caixa alta). Com a nova diretriz, o padrão foi unificado para o uso de letras maiúsculas e minúsculas (apenas a primeira letra maiúscula), independentemente de a indicação da autoria estar incluída na sentença ou entre parênteses. Essa mudança visa simplificar a formatação e alinhar o rigor técnico da ABNT a padrões internacionais de documentação.
Dessa forma, a terminologia técnica para essa transição define que o ponto final deve ser posicionado logo após o fechamento dos parênteses, e os elementos de indicação de autoria, como sobrenome de pessoa física ou nome de entidade, devem seguir a escrita convencional da língua. Por exemplo, uma citação que antes seria grafada como (SILVA, 2020) passa a ser obrigatoriamente escrita como (Silva, 2020). Essa regra de padronização estende-se também às citações com múltiplos autores, onde os nomes continuam separados por ponto e vírgula, mas agora sem a necessidade da caixa alta total.
Além da questão tipográfica, a norma de 2023 reforça que o sistema de chamada deve ser consistente em todo o trabalho acadêmico. O uso de termos latinos, como o apud (citação de citação) ou o et al. (utilizado para indicar mais de três autores), permanece vigente, mas agora deve seguir essa nova estética visual menos agressiva ao texto. Essa atualização representa um avanço na legibilidade dos documentos científicos e na redução de ambiguidades durante o processo de editoração de teses, dissertações e artigos.
