Na língua portuguesa, fonema e letra são elementos fundamentais, mas cumprem funções diferentes. O fonema é a menor unidade sonora de uma palavra, aquilo que realmente ouvimos quando falamos. Já a letra é o símbolo gráfico usado para representar esse som na escrita. Em outras palavras, o fonema pertence ao campo da fala, enquanto a letra pertence ao campo da escrita.
Uma diferença importante é que nem sempre existe uma correspondência exata entre fonemas e letras. Há casos em que uma única letra representa mais de um fonema, dependendo do contexto. A letra x, por exemplo, pode ter som de /ch/ em xícara, som de /ks/ em táxi, som de /z/ em exame e até som de /s/ em próximo. Isso mostra que a letra é apenas um símbolo, e o fonema é o som real produzido.
Também ocorre o contrário: um único fonema pode ser representado por diferentes letras ou combinações de letras. O som /s/ aparece em palavras como sapato (representado por s), cena (c), taça (ç), exame (x) e passo (ss). Embora o som seja o mesmo, a forma de escrevê-lo varia conforme a posição na palavra e as regras ortográficas.
Há ainda situações em que duas letras juntas representam um único fonema, como em chave, onde ch corresponde ao som /x/. Da mesma forma, em gelo, a letra g tem som de /j/, mostrando que a relação entre letra e fonema pode ser bastante flexível.
Por fim, existem letras que não representam nenhum fonema em determinadas palavras. É o caso do h inicial em hoje ou homem, que não produz som, mas permanece por razões históricas e etimológicas.
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Frederico Lima é graduado, mestre e doutor em Letras pela UFPB. Possui trabalhos publicados em periódicos científicos, capítulos de livros e anais de eventos.